COI considera Tóquio a sede olímpica 'mais bem preparada de todos os tempos'

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) Thomas Bach (equerda)) participou nesta terça-feira, 13 de julho de 2021, da inauguração da Vila Olímpica de Tóquio.
O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) Thomas Bach (equerda)) participou nesta terça-feira, 13 de julho de 2021, da inauguração da Vila Olímpica de Tóquio. Takashi Aoyama POOL/AFP

A avaliação é do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach. Ele fez a declaração nesta terça-feira (13) durante a inauguração da Vila Olímpica, em Tóquio. A abertura acontece a dez dias do início oficial das Olimpíadas, que serão realizadas de 23 de julho a 8 de agosto, mas sem cerimônia devido ao estado de emergência em vigor na capital japonesa.

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Devido à pandemia de Covid-19, medidas rigorosas e inéditas foram implementadas para a realização dos Jogos, que acontecerão a portas fechadas para limitar os riscos de propagação do vírus.

Thomas Bach chegou ao Japão na semana passada e teve que passar três dias em quarentena. Ao se encontrar com a presidente de Tóquio-2020, Seiko Hashimoto, ele elogiou o “trabalho fantástico" que os organizadores estão fazendo.

"Vocês conseguiram fazer de Tóquio a cidade mais bem preparada de todos os tempos para os Jogos Olímpicos". O presidente do COI acrescentou que o trabalho "é ainda mais notável nas circunstâncias difíceis que todos temos que enfrentar".

Inauguração sem cerimônia

Bach e Hashimoto se encontraram quando os primeiros atletas começavam a chegar à Vila Olímpica. O local abriu suas portas nesta terça-feira sem cerimônia ou impacto midiático. Os organizadores se recusaram a especificar o nome das equipes que já estão na Vila Olímpica e o número de atletas hospedados no local.

De acordo com as regras estabelecidas para as Olímpiadas, os atletas só podem entrar na Vila cinco dias antes de suas provas, devendo deixá-la em até 48 horas após o término de suas competições.

É hora de "mostrar o melhor de vocês, o que vocês prepararam por tanto tempo", disse Bach aos atletas.

Bolha olímpica

Além dos locais de treinamento e de competição, a Vila será o único lugar onde os atletas poderão permanecer durantes os Jogos. Concebida com material reciclável, a bolha olímpica pode acomodar 18.000 pessoas, que deverão respeitar rígidas medidas de segurança, como uso de máscaras, testes e distanciamento social.

O último manual de regras enviado aos quase 11.000 atletas e dirigentes esportivos tem 70 páginas de exigências, que começam antes da chegada ao Japão, com a realização de dois testes PCR.

A vacinação não é obrigatória, mas é fortemente recomendada. Os dirigentes olímpicos garantem que 85% dos atletas e delegados estarão vacinados, mas as regras serão as mesmas para todos os participantes - vacinados, ou não.

Os atletas terão de fazer diariamente testes de antígeno com saliva. Em caso de resultado positivo, ou incerto, serão submetidos a novos testes e um terceiro resultado positivo significará a exclusão.

Estado de emergência

A dez dias da abertura dos Jogos Olímpicos, Tóquio está novamente em estado de emergência sanitária, para frear o aumento no número de casos de Covid-19. Atletas, treinadores, juízes e jornalistas passarão por testes PCR regulares e seus deslocamentos serão limitados.

Os organizadores anunciaram na quinta-feira (8) passada que os eventos programados para a Grande Tóquio (mais de 95% das competições), ou seja, a capital e três departamentos vizinhos (Kanagawa, Saitama e Chiba), acontecerão a portas fechadas.

Nos outros locais de provas, mais distantes de Tóquio, a presença do público deveria, inicialmente, ser permitida. Mas, nos últimos dias, autoridades locais em Hokkaido (Norte) e Fukushima, no nordeste do Japão atingido pelo terremoto, tsunami e acidente nuclear em 2011, proibiram que espectadores assistissem as provas olímpicas de futebol, beisebol e softbol. O prefeito de Sendai, no departamento de Miyagi, vizinho a Fukushima, teria tomado a mesma decisão, segundo a mídia local.

Há uma semana, as autoridades locais e os organizadores dos Jogos pediram ao público que não comparecesse à maratona e à marcha atlética programadas para o início de agosto em Sapporo, capital da ilha de Hokkaido.

Com todas essas restrições, haverá público apenas nos departamentos de Shizuoka (Centro) e em Ibaraki, ao norte de Tóquio, mas a presença dos torcedores será limitada a 50% da capacidade dos locais da competição e com um máximo de 10.000 pessoas. Em Ibaraki, apenas crianças serão autorizadas nas arquibancadas.

Nos últimos meses, várias pesquisas indicaram que a maioria dos japoneses preferia que os Jogos fossem adiados novamente ou simplesmente cancelados.

(Com AFP)

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