PSG estreia na Champion's com Messi, Neymar e Mbappé desafiando sucesso do trio MSN

Neymar (à esquerda), Messi (centro) e Mbappé (de costas) treinam no estádio Jan Breydel, em Bruges, na Bélgica. 14/09/2021
Neymar (à esquerda), Messi (centro) e Mbappé (de costas) treinam no estádio Jan Breydel, em Bruges, na Bélgica. 14/09/2021 JOHN THYS AFP

A imprensa francesa faz seus prognósticos táticos nesta quarta-feira (15) para a estreia do PSG na Liga dos Campeões contra o Clube de Bruges fora de casa, na Bélgica. Pela primeira vez, o trio composto por Messi-Neymar-Mbappé (MNM) entra em campo e poderá se inspirar no trio Messi-Suarez-Neymar (MSN), campeões da Champion's em 2015, com o Barcelona, escreve o jornal esportivo L'Équipe.

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Entre 2014 e 2017, o trio MSN foi capaz de grande criatividade em pequenos espaços, recorda o L'Équipe. Conseguia empurrar os adversários para seu campo e depois colocava pressão para perderem a bola. Mudavam de ritmo com facilidade e formavam o melhor ataque quando ficavam muito próximos perto da área, deixando as laterais para Jordi Alba e Daniel Alves.

Se o PSG decidisse se inspirar nesse esquema, MBappé herdaria o papel de Suarez. Ágil, o parisiense daria mobilidade a Messi e Neymar. "Mas este cenário ideal seria possível em 2021?", questiona o L'Équipe

Criativos eles continuam, mas Messi e Neymar parecem ter declinado fisicamente, nota o jornal. Nada de surpreendente no caso do argentino, que completou 34 anos em 24 de junho. No caso de Neymar, o talento com a bola continua indiscutível, mas a agilidade dos tempos do Barça é menor. Desde que chegou no PSG, ele pede sistematicamente que a bola chegue em seu pé, afirma a matéria.

Para equilibrar as exigências nos pés e no espaço, o técnico Pochettino poderá contar com os seus novos laterais: Achraf Hakimi na direita e Nuno Mendes na esquerda, dois alvos para as diagonais de Neymar e Messi. 

História de amor com a Champion's

Le Parisien destaca que Messi continuará sua história de amor com a Liga dos Campeões, agora no PSG, depois de disputar 17 campanhas com a camisa do Barcelona. O argentino gravou seu nome na história do torneio. Foram 149 jogos, 120 gols, 41 assistências e quatro troféus na prateleira. "Números vertiginosos, tão loucos quanto seu talento incomparável", escreve o Le Parisien.

Le Figaro mostra a repercussão que uma vitória do PSG nesta temporada teria para a família real do Catar, dona do time. Uma consagração da equipe em 28 de maio de 2022 em São Petersburgo permitiria ao Catar dissipar todas as preocupações e críticas quanto à organização da Copa do Mundo no emirado, no ano que vem.

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