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Caos aéreo

Nuvem vulcânica provoca cancelamento de 17 mil voos

Imagem da costa islandesa que mostra a poeira do vulcão Eyjafjallajokull.
Imagem da costa islandesa que mostra a poeira do vulcão Eyjafjallajokull. Foto: Reuters
Texto por: Taíssa Stivanin
4 min

Na França, os três aeroportos da região parisiense ficarão fechados até segunda-feira de manhã, mas o tráfego aéreo deve demorar pelo menos cinco dias para voltar ao normal, segundo o secretário do transporte, Dominique Bussereau.

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A nuvem de poeira provocada pela erupção de um vulcão na Islândia provocou o cancelamento de 17 mil voos na Europa, segundo a Eurocontrol (Organização Europeia para a Segurança da Navegação Aérea), o que representa quase 80% do total de 22 mil voos diarios.

De acordo com um comunicado da entidade, a poeira vulcânica atingiu uma altitude de 9 mil metros, e o risco de acidente aéreo é ainda maior. Apenas 73 de 300 voos transatlânticos puderam aterrissar neste sábado nos aeroportos europeus. A nuvem de poeira atinge uma zona que vai do sul da Europa até o leste da Rússia e o mar negro. Por volta da meia-noite, ela deve chegar à fronteira entre a França e a Espanha, à Córsega e ao norte da Grécia, segundo o Met Office, serviço de metereologia britânico.

Diversos países também anunciaram neste sábado o fechamento de seus espaços aéreos. Na França, os três aeroportos parisienses e outros 23 no restante do país interromperam suas atividades até segunda-feira, às 8h, horário local. Mas mesmo após a abertura dos aeroportos, que é imprevisível, os passageiros vão precisar de paciência. Com tantos atrasos, a previsão é que o tráfego aéreo volte ao normal no mínimo em cinco dias, segundo o secretário do transporte, Dominique Bussereau. Para complicar ainda mais a situação dos franceses, a companhia de trens SNCF está no seu décimo segundo dia de greve.

A Irlanda e a Grã-Bretanha, os primeiros países afetados pela nuvem, também anunciaram o fechamento de seus aeroportos pelo menos até domingo de manhã.  A situação é a mesma entre Barcelona e Astúrias, na Espanha. Em Madri, o caos reinou no aeroporto Madrid-Barajas, o maior do país, onde 2384 voos foram anulados. Até mesmo o primeiro-ministro José Luiz Zapatero teve que adiar sua viagem, em direção à Cracóvia, na Polônia.  Zapatero participaria do funeral do presidente polonês Lech Kacynski. A companhia Iberia, que cancelou quase todos os voos, pediu aos clientes que evitassem ir até o aeroporto, onde uma célula de crise foi instalada.

A Alemanha também anunciou o fechamento de seu espaço aéreo, até domingo de manhã. A chanceler alemã Angela Merkel, obrigada a ficar em Lisboa de sexta para sábado, conseguiu aterrissar neste sábado em Roma na Itália, mas ainda não sabe se conseguirá ir até a Polônia. A companhia Lufthansa cancelou todos os seus voos até domingo. Outros chefes de estado de de governo europeus decidiram pegar o trem para ir domingo até Varsóvia.

A reunião de trabalho dos Ministros das Finanças da União Europeia também foi afetada : sete estavam ausentes porque não conseguiram chegar até Bruxelas, que também anunciou o fechamento de seu espaço aéreo.

Reunião

O primeiro-ministro francês François Fillon convocou uma reunião de trabalho neste sábado para avaliar a situação. Membros do governo francês também deveriam se reunir neste sábado com representantes de companhias aéreas e agências de viagens para discutir o que fazer com os passageiros bloqueados nos aeroportos. O secretário francês dos Transportes, Dominique Bussereau, pediu aos agentes que assumam suas responsabilidades. As empresas, entretanto, pedem que o governo francês arque com os custos das viagens de volta, lembrando que nuvem "é um motivo de força maior", que isenta os operadores de turismo dessa obrigação.
 

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