Europa/Irã

União Europeia amplia sanções contra Irã devido a programa nuclear

Europeus querem atingir setores fundamentais para a economia do Irã como forma de pressão.
Europeus querem atingir setores fundamentais para a economia do Irã como forma de pressão. Foto: Reuters

Nesta segunda-feira, a União Europeia deve adotar uma série de sanções sem precedentes contra o Irã, visando principalmente seu setor estratégico de energia. As medidas fazem parte da pressão para o país negociar seu programa nuclear com a comunidade internacional. A decisão sera anunciada durante uma reunião dos ministros das Relações Exteriores do bloco e as sanções começarão a ser aplicadas na terça-feira.

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As novas sanções serão ainda mais duras do que as que já foram adotadas no dia 9 de junho pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. A União Europeia vai atacar diretamente a indústria do gás e do petróleo. Estarão proibidos novos investimentos no setor, assim como projetos de assistência técnica e transferência de tecnologia, principalmente nas atividades de refinamento e liquefação de gás natural.

A Agência Internacional de Energia acredita que as restrições terão um impacto forte. Apesar de ser o quarto produtor mundial de petróleo, o Irã importa 40% do combustível que utiliza, já que não tem refinarias suficientes para atender o mercado interno. Empresas europeias que investem ou têm interesses no setor iraniano de energia também serão penalizadas.

As sanções também incluem o setor de transporte de mercadorias, que terá o controle reforçado nos aeroportos europeus. As possibilidades de intercâmbio comercial também serão restringidas, com a limitação de créditos à exportação. A União Europeia vai, ainda, aumentar a lista de pessoas proibidas de receber vistos para ingressar em território europeu.

No domingo, em visita a Israel, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reafirmou que o Brasil apoia uma solução diplomática nas negociações com o Irã.

Brasil e Turquia chegaram a negociar um acordo nuclear com o presidente Mahmoud Ahmadinejad para destravar as negociações, mas os termos do acordo foram considerados insuficientes pelas potências ocidentais, que preferem a adoção de novas sanções.

 

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