Alemanha

Merkel causa polêmica ao querer prolongar vida de usinas atômicas

A chanceler Angela Merkel anuncia à imprensa a ampliação de vida dos reatores nucleares alemães.
A chanceler Angela Merkel anuncia à imprensa a ampliação de vida dos reatores nucleares alemães. ©Reuters

 A decisão do governo alemão de prolongar a vida útil das usinas nucleares no país deve provocar uma onda de protestos. As ONGs ambientalistas não pretendem ficar de braços cruzados.

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Mario Damasceno, correspondente de RFI em Berlim

O governo de Gerhard Schröder havia decidido em 2000 desativar todas as usinas atômicas até o ano de 2021. O novo plano do governo Merkel amplia agora esse prazo em até 14 anos. Isso significa que o último dos 17 reatores nucleares alemães será desligado somente no ano de 2040.

Em troca da extensão do funcionamento dos reatores, as empresas de energia, donas das instalações nucleares vão pagar ao Estado até 15 bilhões de euros em impostos nos próximos anos.
A medida foi acertada na noite de domingo após uma reunião de quase 12 horas entre os membros da coalizão de governo. Centenas de manifestantes protestaram do lado de fora do edifício onde ocorreu o encontro.

Oposição e ambientalistas acusaram o governo de clientelismo e de se curvar aos interesses do lobby da energia nuclear. Os governadores de pelo menos três estados alemães anunciaram que vão recorrer contra a decisão na Justiça.

Além disso, social-democratas e verdes afirmaram que vão reverter a medida, caso vençam as próximas eleições, o que é possível, caso permaneçam os atuais baixos níveis de popularidade do governo da chanceler Angela Merkel.

Entidades ambientalistas anunciaram a realização de grandes protestos. Pesquisas de opinião demonstram que a maioria da população alemã quer o fim das usinas nucleares.

 

 

 

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