FMI/Reforma

Europeus vão negociar reforma do FMI para dar mais espaço a emergentes

Ministros das Finanças europeus reunidos em Bruxelas.
Ministros das Finanças europeus reunidos em Bruxelas. Reuters/Yves Herman

Os ministros europeus das Finanças se pronunciaram hoje a favor de uma reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) para dar mais espaço aos países emergentes. O europeus estariam dispostos a ceder duas cadeiras no Conselho de Administração do FMI em benefício de países com menor representatividade.

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Segundo Didier Reynders, ministro das Finanças da Bélgica, que preside atualmente a União Europeia, os ministros vão iniciar discussões com os Estados Unidos e em seguida outros parceiros para reavaliar as cotas de participação dos europeus.

"Trata-se de ver como é possível organizar uma revisão das cotas em favor dos emergentes, dos países com pouco representatividade, mas também de tentar mudar o funcionamento do Conselho de Administração", disse. As declarações foram feitas em Bruxelas, após reunião de cúpula de ministros das Finaças da União Europeia.

Atualmente, os europeus têm 9 assentos de um total de 24 no Conselho de Administração do FMI. A proposta seria que os europeus passassem a ter 7 cadeiras, em função de um sistema de rotação com os países emergentes ainda a definir.

Em compensação, a União Europeia defende a manutenção de 24 assentos no Conselho, ao contrário dos Estados Unidos que preferem que esse número caia para 20 cadeiras.

A reforma do Fundo Monetário Internacional é uma reivindicação constante do governo brasileiro, que sustenta que a organização não representa mais a nova ordem mundial, com a ascensão dos emergentes entre as principais economias do planeta.

No ano passado, ficou decidido que 5% das cotas de países ricos, que estariam "super-representados" no FMI, seriam transferidas para nações "sub representadas", mas ainda falta decidir os critérios dessa reforma. Esse percentual ainda é menor do que os 7% pleiteados pelo Brasil e outros países emergentes.

O Brasil defende que os critérios para essa reforma levem em conta o peso do PIB (Produto Interno Bruto) e da contribuição de cada país para o desenvolvimento mundial.
 

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