União Europeia/Terrorismo

Estados Unidos e Europa vão ser menos alarmistas sobre ameaças terroristas

Policiais e soldados franceses vigiam a Torre Eiffel, em 16 de setembro de 2010.
Policiais e soldados franceses vigiam a Torre Eiffel, em 16 de setembro de 2010. ©Reuters

Após a onda de advertências sobre atentados terroristas iminentes na Europa, ministros do Interior do bloco fecham acordo com os EUA para evitar alarmismo nos futuros comunicados. A ministra do interior da Bélgica, Annemie Turtelboom, cujo país é o atual responsável pela presidência rotativa da UE, ressaltou a importância de manter a população informada, mas sem alarmismo.

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Com colaboração de Letícia Fonseca, correspondente da RFI, em Bruxelas,

O acordo foi anunciado apenas um dia após a declaração do coordenador antiterrorismo do bloco, Gilles de Kerchove, de que são reais as ameaças de atentados em vários países da União Européia.

Na reunião em Luxemburgo, os ministros europeus pediram à secretária-adjunta da Segurança Nacional dos EUA, Jane Holl, mais detalhes sobre as advertências emitidas recentemente pelo Departamento de Estado americano.

A recomendação dos EUA foi divulgada após a descoberta de um suposto complô da rede Al-Qaeda contra a Europa pelos serviços de inteligência ocidentais. Cidades da Grã-Bretanha, França e Alemanha seriam possíveis alvos de atentados terroristas.

Os serviços de segurança americanos e europeus têm tentado rastrear as viagens de jovens ocidentais para países que treinam militantes islâmicos. As redes terroristas estão usando pessoas, com passaportes de países ocidentais e registro criminal limpo, porém dispostas a cometerem atentados.

Alertas

Os governos europeus evitam o alarmismo, mas as declarações sobre ataques no continente se multiplicam. O ministério francês das Relações Exteriores Francês pediu cautela aos turistas no Reino Unido. O ministro alemão do interior, Thomas de Maizière, também admitiu que o país pode ser alvo de atentados.

O tribunal de Paris condenou nesta quarta-feira um homem de 53 anos a dois anos de prisão, com oito meses em regime fechado, por dois falsos alertas de bomba na estação de trens e metrô Saint Lazare, na região norte da capital francesa.

O suspeito reconheceu ter feito os telefonemas que paralisaram temporariamente a estação nos dias 30 de setembro e 1° de outubro. Ele alegou que estava bêbado quando fez as ligações. Desempregado, ele vive num alojamento e recebe 400 euros, quase mil reais, de ajuda social.

Nas últimas semanas, várias falsas ameaças de bomba aconteceram em Paris. A torre Eiffel, monumento mais visitado da França, chegou a ser esvaziada e isolada duas vezes.

 

 

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