Diplomacia

Presidente do Irã inicia etapa polêmica de sua visita ao Líbano

O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad visita hoje vilarejos no sul do Líbano, na fronteira com Israel.
O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad visita hoje vilarejos no sul do Líbano, na fronteira com Israel. Reuters

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad,  chegou, nesta quinta-feira, ao sul do Líbano,  parte mais polêmica de sua viagem ao país. O presidente iraniano, inimigo declarado do estado de Israel, visita vilarejos do sul do país, próximos à fronteira com o estado hebreu.

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Em Jerusalém, a visita é vista com preocupação. O porta voz do ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, classificou a visita como intencionalmente provocativa. Para o ministério, o líder iraniano "brinca com fogo e leva uma mensagem violenta à região".

A viagem de Ahmadinejad é vista como um incentivo ao movimento xiita libanês Hezbollah, que entrou em conflito com Israel em 2006, numa guerra que durou 34 dias. A maioria parlamentar pró-ocidental libanesa, assim como os Estados Unidos e Israel, acusam o Irã de armar o Hezbollah, que é um dos movimento políticos e militares mais poderosos no Líbano.

O presidente iraniano, que defende o desaparecimento e o fim do estado hebreu, pronunciou um discurso na localidade de Bin Jbeil, a somente 4 km da fronteira com Israel. Ele afirmou, diante de uma multidão, que o "Irã vai permancer ao lado do Líbano até o fim". O líder iraniano foi recebido  por cerca de 15 mil pessoas, reunidas no estádio municipal de Bint Jbeil. 

Ahmadinejad também vai visitar a cidade de Cana, vilarejo simbólico por ter sido alvo de ataques aéreos israelenses, que causaram a morte de 105 civis em 1996, e 29 pessoas, sendo 16 crianças, durante o conflito com o Hezbollah, em 2006.

Um deputado da extrema-direita israelense chegou a pedir que o exército israelense aproveitasse a visita à fronteira para assassinar Ahmadinejad. O presidente iraniano também manteve o tom de ameaça e voltou a dizer que Israel está condenado a desaparecer.

Segundo Eldad, "matar Ahmadinejad seria como ter matado Hitler em 1939". O deputado é filiado ao partido União Nacional, que está na oposição e conta com 4 das 120 cadeiras do parlamento israelense.

Nathalia Watkins, correspondente da RFI em Jerusalém

 

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