União Europeia/Cuba

Chanceleres europeus decidem rever política do bloco em relação à Cuba

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton
A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton Reuters

Uma nova etapa nas relações bilaterais União Europeia-Cuba deve acontecer ainda este ano, apesar da resistência dos dissidentes cubanos e de governos do Leste Europeu. Reunidos em Luxemburgo, ministros das Relações Exteriores do bloco concordaram em rever a política com o regime de Havana, que terá como interlocutora a chefe da diplomacia européia, Catherine Ashton.

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De Letícia Fonseca, correspondente da Radio França Internacional, em Bruxelas,

Bruxelas mantêm, desde 1996, uma posição comum sobre Cuba exigindo avanços nos direitos humanos e democracia. Mas a dissidência cubana continua contra qualquer flexibilização da política européia. Na semana passada ao ganhar o prêmio Sakharov de direitos humanos, concedido pelo Parlamento Europeu, o dissidente cubano Guillermo Fariñas, criticou o governo de Havana. Para Fariñas, as reformas econômicas do governo de Raúl Castro fizeram a situação política e social em Cuba piorar muito.

Analistas acreditam que a recente libertação dos 52 presos políticos em Cuba, mediado pela Igreja Católica e governo espanhol, é apenas uma tática para ganhar simpatia da Europa e melhorar a imagem da ilha no exterior. No entanto, Bruxelas se mostra satisfeita com as reformas promovidas pelo governo de Raúl Castro, e sinaliza ser um indicador positivo para aprofundar os laços bilaterais.

 

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