União Europeia/Cúpula

Líderes europeus aprovam plano para evitar nova crise

A cúpula dos líderes europeus começou na quinta-feira, 28/10, em Bruxelas.
A cúpula dos líderes europeus começou na quinta-feira, 28/10, em Bruxelas. REUTERS/Thierry Roge

Os líderes da União Europeia encerram hoje cúpula que visa realizar uma reforma limitada do Tratado de Lisboa. Para evitar nova crise nos países da zona do euro, eles aprovaram um plano para garantir a disciplina orçamentária do Pacto de Estabilidade e Crescimento da UE. O documento, elaborado por um grupo de trabalho liderado pelo presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, sugere também a criação de um fundo permanente para resgatar os países em risco de falência.

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Durante as negociações em Bruxelas, a chanceler alemã Angela Merkel voltou a pedir sanções mais duras para os governos que ultrapassem os limites da dívida pública. Ao lado do presidente francês Nicolas Sarkozy, Merkel defendeu a revisão das regras do Pacto de Estabilidade, previsto no Tratado de Lisboa. Como por exemplo, a perda do direito de voto nas instituições europeias.

Porém, qualquer modificação no Tratado de Lisboa requer aprovação unânime dos 27 países do bloco. Como não há consenso sobre o tema, a proposta franco-alemã dificilmente será aprovada. Vários governos se recusam a discutir o tema. Até mesmo o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, declarou que a iniciativa é inaceitável.

Ao chegar para a reunião de Cúpula, Nicolas Sarkozy deixou claro que as críticas da comissária de Justiça do bloco, Viviane Reding terão sérias consequências. Reding abriu novo confronto com o governo francês ao declarar que a adoção do acordo franco-alemão seria irresponsável. Sarkozy interpreta as críticas como um insulto à França. Recentemente, a comissária condenou as deportações de ciganos promovidas pelo presidente francês.

Letícia Fonseca, correspondente da RFI em Bruxelas.

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