Crise/ Irlanda

Países da zona euro podem aprovar ajuda financeira para a Irlanda

O ministro das Finanças irlandês, Brian Lenihan, chega nesta terça-feira à reunião de líderes da zona euro em Bruxelas.
O ministro das Finanças irlandês, Brian Lenihan, chega nesta terça-feira à reunião de líderes da zona euro em Bruxelas. Reuters

O primeiro dos dois dias de reuniões dos ministros da Economia da zona euro, nesta terça-feira em Bruxelas, foi marcado por um clima tenso. A grave crise financeira na Irlanda é o principal tema em pauta. O país pode receber uma ajuda financeira da União Europeia, apesar de o primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, afirmar que não pediu socorro ao bloco.

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Letícia Fonseca, correspondente da RFI em Bruxelas

Sob enorme pressão, a Irlanda pode vir a receber um pacote de € 100 bilhões de empréstimos bilaterais da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional. A ajuda pode ser confirmada nesta quarta-feira, último dia do encontro do Eurogrupo.

Em Dublin, o primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, voltou a garantir que o país ainda não pediu ajuda financeira à Comissão Europeia. Cowen ressaltou que há muita especulação e informação incorreta sobre o fato da Irlanda vir a pedir socorro ao bloco europeu. No entanto, o premiê admitiu que está preparado para trabalhar com os parceiros internacionais para normalizar as condições do mercado.

O ministro das Finanças britânico, George Osborne, afirmou hoje que o Reino Unido está disposto a ajudar a Irlanda, que atravessa uma das piores crises financeiras dos ultimos 70 anos.

O governo irlandês deve aprovar, na semana que vem, um plano de austeridade que deverá cortar € 15 bilhões nos próximos quatro anos. O ajuste é uma tentativa desesperada de Dublin ajustar o orçamento irlandês abaixo dos 3% do Produto Interno Bruto do país, em 2014.

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, fez ontem uma declaração dramática ao afirmar que “se o euro fracassar, a União Europeia também não sobreviverá”.

Em contrapartida, o comissário para Assuntos Econômicos do bloco, Olli Rehn, disse que a Europa deve resistir ao alarmismo, e afirmou que “não é uma questão de sobrevivência do euro, mas de um grave problema do setor bancário irlandês”. Segundo Rehn, a Irlanda tem condições de arcar com o financiamento de sua dívida até meados de 2011, respaldando assim as declarações de Dublin.

 

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