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União Europeia

Estônia adota o euro e Hungria assume presidência da UE

Enquanto a Estônia integra a zona euro, a Hungria terá que administrar a crise da moeda única durante sua presidência do bloco.
Enquanto a Estônia integra a zona euro, a Hungria terá que administrar a crise da moeda única durante sua presidência do bloco. Reuters
Texto por: Silvano Mendes
5 min

A partir deste sábado a Estônia se torna o 17° país do bloco europeu a adotar o euro. Os estonianos beneficiam de uma economia estável, mais ainda estão entre os mais pobres do grupo. O início do ano também marca a presidência húngara da União Europeia. A Hungria vai dirigir o bloco durante os próximos seis meses.

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A Estônia é o primeiro país da ex-União Soviética a integrar a zona euro. Independente desde 1991 e membro da União Europeia desde 2004, os estonianos entram no grupo da moeda única após anos de espera.

Desde 2006 Talin tenta integrar a eurolândia, mas a alta inflação do país tornou o processo mais lento. Para cumprir as exigências de Bruxelas, o governo desse pequeno país de 300 mil habitantes teve que cortar gastos, reduzir os salários em até 20% e aumentar seus impostos.

As reformas deram resultado e a Estônia é atualmente um dos países mais estáveis do grupo, com uma dívida pública que representa apenas 7% de seu PIB. No entanto, os estonianos ainda estão entre os mais pobres do bloco. Com um salário médio de 850 euros mensais, a Estonia está entre os países com a mão de obra mais barata da eurolândia.

Com o fim da coroa, a moeda nacional até então, e a adoção do euro, os estonianos esperam atrair investimentos estrangeiros, uma vontade apoiada pelas instituições internacionais. O Banco Mundial já chegou a classificar a Estônia com um paraíso dos investidores, como o Japão, a Alemanha e a Suiça.

Hungria dirige UE

A partir deste sábado a Hungria assume a presidência temporária da União Europeia. O país do primeiro ministro conservador Viktor Orban terá como principal desafio durante os próximos seis meses a crise que enfrenta a zona euro – mesmo se os húngaros ainda não adotoram a moeda única.

Letícia Fonseca, correspondente da RFI em Bruxelas

Em seu pronunciamento transmitido pela televisão, o presidente da Hungria, Pál Schmitt, disse que seu país “terá a responsabilidade de mudar a vida não apenas dos húngaros, mas também do centenas de milhões de pessoas”.

A presidência húngara será marcada pelas negociações do orçamento plurianual do bloco, a dívida da zona euro e as difíceis discussões sobre a integração dos ciganos na União Europeia.

Mas a Hungria também tém que administra sua própria situação econômica, que é bastante frágil. Em abril, ao ganhar as eleições, o novo govenro conservador chamou a atenção para a gravidade da crise. Segundo Budapeste, a Hungria poderia cair no mesmo buraco financeiro que a Grécia.

 

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