Saúde

Riscos associados ao consumo de aspartame voltam a causar polêmica na Europa

O aspartame já esteve no centro de várias polêmicas científicas, que associam o uso do produto a doenças.
O aspartame já esteve no centro de várias polêmicas científicas, que associam o uso do produto a doenças. Flickr/ Robert Thomson

Dois estudos científicos recentes alertam sobre os riscos de parto prematuro em gestantes consumidoras do aspartame, o adoçante artificial mais utilizado no mundo. A presença do produto em alimentos não deve inquietar os consumidores, segundo a Associação Francesa das Indústrias Alimentares. 

Publicidade

A Associação Francesa das Indústrias Alimentares já tratou de colocar panos quentes na polêmica sobre o aspartame, relançada nesta quarta-feira por uma rede de ONGs da França em defesa da saúde. O grupo, composto por cientistas, validou os resultados de duas pesquisas recentes, realizadas na Dinamarca e na Itália, que alertam para os riscos do consumo do adoçante artificial, utilizado como uma alternativa ao açúcar em 6 mil alimentos e remédios vendidos no mundo.

O estudo dinamarquês mostra que o risco de um parto prematuro aumenta 27% se as mulheres grávidas ingerirem diariamente uma bebida gasosa contendo aspartame, e chega a 78% se forem quatro bebidas por dia. Nas experiências realizadas na Itália, cientistas inseriram a substância no organismo de ratos. Verificou-se nos machos um aumento do risco de câncer do fígado e do pulmão.

Tanto a Associação Francesa das Indústrias Alimentares quanto a Associação Internacional de Edulcorantes contestam a validade dessas pesquisas e afirmam que os consumidores não devem se preocupar, pois muitos outros estudos já foram feitos com o aspartame.

No entanto, a Autoridade Europeia de Segurança dos Alimentos avisa que a dose diária da substância não deve ultrapassar os 40 miligramas por quilo de peso corporal. Quer dizer que alguém que pesa 60 quilos, por exemplo, não deve ingerir mais de 2,4 gramas de aspartame por dia.

A substância foi descoberta em 1965 e começou a ser comercializada nos Estados Unidos nos anos 70. Atualmente, além do aspartame e de outros edulcorantes, existem no mercado mundial adoçantes naturais, como o extrato das folhas de estévia.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.