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Itália/Política

Justiça pede julgamento imediato de Berlusconi

Chefe do governo italiano, Silvio Berlusconi.
Chefe do governo italiano, Silvio Berlusconi. REUTERS/Tony Gentile
Texto por: RFI
3 min

A Promotoria de Milão, encarregada de investigar o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, no caso Ruby, solicitou nesta quarta-feira que ele seja julgado imediatamente. O pedido vai ser analisado por um juiz, que decidirá se indicia ou não o premiê. 

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A Promotoria distribuiu um comunicado à imprensa nesta quarta-feira em que explica que transmitiu o pedido de julgamento imediato de Silvio Berlusconi, com base na evidência da prova. Os procuradores querem que o premiê responda por incitação à prostituição de menor e abuso de poder, denúncias que vêm sendo investigadas desde 21 de dezembro passado. O julgamento imediato é um procedimento que acelera o processo judicial; assim, Berlusconi poderia ser julgado ainda neste primeiro semestre.

A juíza das investigações preliminares, Cristina Di Censo, deverá decidir se aceita o pedido. Ela tem um prazo de cinco dias, que pode ser prolongado, para anunciar sua posição. Caso contrário, ela pode enviar de volta o pedido à Promotoria de Milão, que teria que pedir de novo um julgamento pela via normal, bem mais longa. Di Censo também deve decidir se esta Promotoria é competente para julgar Berlusconi.

Caso Ruby

Há várias semanas, o escândalo que ficou famoso como Caso Ruby ou Rubygate ocupa as manchetes dos jornais italianos, que publicaram dezenas de transcrições de conversas telefônicas entre um grupo de moças bem jovens e os organizadores de festas nas residências de Berlusconi.

A investigação em andamento se refere ao pagamento pelo primeiro-ministro à jovem marroquina Karima El Mahroug, conhecida como Ruby, em troca de relações sexuais. Na época, entre fevereiro e maio de 2010, ela ainda era menor de idade. Outro fato investigado é a interferência de Berlusconi para liberar a moça, na madrugada de 28 de maio, quando ela foi presa por suspeita de roubo. O premiê teria argumentado que Ruby era sobrinha do presidente egípcio Hosni Moubarak e pedido sua libertação para preservar as boas relações da Itália com o Egito.

Reação de Berlusconi

Logo que tomou conhecimento do pedido da Promotoria de Milão, Silvio Berlusconi acusou os procuradores de "agirem unicamento com um objetivo subversivo" e que essas acusações são um pretexto para tirá-lo do seu cargo.

"Il Cavaliere", assim como Ruby, negam as acusações. Na Itália, ter relações sexuais com uma menor de idade é um crime passivo de prisão.

 

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