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União Europeia/Imigração

Eurodeputados criticam controle de fronteiras no espaço Schengen

Foto do dia 20 de fevereiro capta chegada de embarcação com imigrantes tunisianos na ilha italiana de Lampedusa.
Foto do dia 20 de fevereiro capta chegada de embarcação com imigrantes tunisianos na ilha italiana de Lampedusa. AFP/Roberto Salomone
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O projeto de restabelecer temporariamente o controle policial nas fronteiras dos 25 países integrantes do espaço Schengen foi duramente criticado nesta terça-feira por todos os partidos representados no Parlamento Europeu.

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A iniciativa lançada pela França, e que já conquistou o apoio da Itália e da Alemanha, gerou um debate acalorado nesta terça-feira entre os eurodeputados em Estrasburgo. Da esquerda à direita, os líderes das bancadas do Parlamento Europeu foram unânimes nas críticas à medida, destinada a conter o fluxo migratório criado com as revoltas populares nos países do norte de África.

O eurodeputado francês Joseph Daul, líder do Partido Popular Europeu, maior força política do Parlamento, de tendência conservadora, declarou que "a solução aos problemas de imigração na Europa não é o o cada um por si nem a construção de uma fortaleza" no bloco. 

O líder da bancada liberal-democrata, o deputado belga Guy Verhofstadt, afirmou que seu partido é contra o projeto e denunciou "um jogo político" orquestrado pela Itália e a França.

O líder da bancada socialista, o deputado alemão Martin Schultz, afirmou estar chocado com a ideia. Schultz destacou o aspecto impopular da medida, que criaria enormes filas de espera nos postos de fronteira além de prejudicar a circulação dos trabalhadores nas regiões fronteiriças, que hoje atravessam de um país para o outro rapidamente. 

O projeto de restabelecer o controle nas fronteiras no interior do espaço Schengen partiu da França, que bloqueou a entrada em seu território de milhares de imigrantes tunisianos munidos de documentos de permanência temporária concedidos pela Itália. Desde a queda do ditador tunisiano Ben Ali, em janeiro, cerca de 25 mil tunisianos chegaram à Itália com a intenção de se estabelecer na França. O bloqueio do governo francês abriu uma crise diplomática entre Paris e Roma. Para resolver o "imbroglio", os governos francês e italiano lançaram a ideia de reforçar o controle nas fronteiras a fim de facilitar a expulsão dos imigrantes para seus países de origem.

A estratégia europeia diante dessa nova onda de imigração africana será apresentada pela comissária Cecilia Malmstrom, encarregada de questões migratórias, na reunião de ministros do Interior do bloco marcada para quinta-feira, em Bruxelas.

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