Bactéria/Europa

Comissário europeu reconhece gravidade de crise da bactéria

O gene NDM-1 foi identificado em bactérias, como Klebsiella pneumoniae (na foto) e Escherichia coli.
O gene NDM-1 foi identificado em bactérias, como Klebsiella pneumoniae (na foto) e Escherichia coli. AJC1/Flickr

A União Europeia enfrenta ‘uma crise grave’ e deve se empenhar para descobrir o mais rápido possível a causa da epidemia intestinal que já matou 16 pessoas, declarou nesta quarta-feira o comissário europeu da Saúde, John Dalli, em Bruxelas.

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O comissário europeu admitiu que a identificação da origem da contaminação não será fácil. A primeira suspeita, a dos pepinos espanhóis, foi descartada. "Não é uma questão de rastreamento, é preciso perguntar às pessoas o que elas comeram." Segundo especialistas de saúde da Comissão Europeia, a bactéria fica encubada durante uma dezena de dias antes que a doença se manifeste.

A epidemia, iniciada em Hamburgo, já matou 15 pessoas na Alemanha e uma na Suécia. Os doentes em outras regiões da Alemanha e nos países do bloco europeu passaram pela região de Hamburgo. Mas Dalli pediu calma à população. "Não seria prudente recomendar que as pessoas deixem de ir a Hamburgo", disse. "Basta adotar as medidas de higiene do dia a dia", acrescentou o comissário europeu.

O consumo de legumes, principalmente de pepinos, tomates e verduras, despencou no bloco europeu. Agricultores e sindicatos do setor da Espanha, Itália, Holanda e Bélgica reclamam dos prejuízos.

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