Bactéria letal/Europa

Sobe para 1900 número de contaminações pela bactéria letal

Bodes comem pepinos produzidos no sul da Espanha, onde a bactéria letal provocou uma grave crise no setor agrícola.
Bodes comem pepinos produzidos no sul da Espanha, onde a bactéria letal provocou uma grave crise no setor agrícola.

A epidemia da bactéria Ehec, uma variante agressiva da Escherichia Coli que provoca uma diarréia mortal, continua se alastrando na Europa. Nesta quarta-feira, centenas de novos casos foram registrados na Alemanha, subindo para 1900 o número de novas contaminações. 17 pessoas já morreram vítimas da doença.

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Segundo Cornelia Prüfer-Storcks, responsável da agência de saúde de Hamburgo, onde teve início a epidemia, só nesta quarta-feira 119 pessoas foram atendidas nos hospitais da cidade com sintomas da doença, transmitida pelo consumo de legumes, carne crua e leite fresco infectados. O número de mortos já chega a 17 pessoas. Nesta terça-feira, foi registrada a primeira vítima fora na Alemanha. Trata-se de uma mulher de 50 anos que sucumbiu à bactéria na Suécia. Novos casos foram registrados na Holanda e até nos Estados Unidos nesta quarta-feira. Todos os doentes tinham viajado para a Alemanha.  "Registramos um novo aumento de contaminações", disse a responsável.

Segundo o comissário europeu da saúde, John Dalli, a União Europeia vive uma crise grave e deve agir para identificar o mais rápido possível a causa da epidemia. Em Hamburgo, as autoridades sanitárias continuam recolhendo amostras nos restaurantes, supermercados e feiras na tentativa de descobrir o vetor da bactéria e recomendam a restrição do consumo de pepinos, saladas e tomates. O período de incubação da síndrome provocada pela E. Coli é de sete a 15 dias. Os principais sintomas são uma forte dor de barriga e sangue abundante nas fezes. A febre aparece raramente.

A bactéria levou a uma restrição do consumo de frutas e legumes, gerando uma crise no setor, segundo a Comissão Europeia. Em uma reunião informal da União Europeia nesta quarta-feira na Hungria, dedicada à agricultura, representantes da Espanha, da Holanda e da Alemanha pediram à Comissão Europeia o desbloqueio de uma ajuda financeira para os produtores atingidos pela crise.

Só na França, os produtores de pepinos calculam um prejuízo de cerca de 1,5 milhão de euros, segundo o Sindicato de Legumes da França.As autoridades alemãs admitiram ontem que o pepino espanhol não está na origem da epidemia, e a Espanha ameaça prestar queixa contra Hamburgo. O Instituto Federal alemão de avaliação de riscos anunciou nesta quarta-feira o lançamento de um novo teste, criado em parceria com pesquisadores franceses, para detectar a bactéria nos alimentos.
 

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