Política/Portugal

Campanha para legislativas antecipadas em Portugal chega ao fim

Pedro Passos Coelho, do Partido Social Democrata, lidera as pesquisas de opinião.
Pedro Passos Coelho, do Partido Social Democrata, lidera as pesquisas de opinião. Reuters

Termina nesta sexta-feira em Portugal a campanha para as legislativas antecipadas de domingo. O Partido Social Democrata aparece como vantagem nas pesquisas de opinião, mas pode ser obrigado a formar um governo de coalizão.

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Adriana Niemeyer, correspondente da RFI, em Lisboa

Segundo as últimas pesquisas, o líder da oposição Passos Coelho, do Partido Social Democrata, PSD, será primeiro-ministro em coalizão com Paulo Portas do Partido Popular. O PSD aparece com 37% das intenções de voto, enquanto que o partido socialista do primeiro-ministro demissionário José Sócrates não passa dos 30%. Um resultado que de certa maneira surpreendeu, já que na última semana os dois principais candidatos apareciam nas pesquisas com um empate técnico.

Alguns analistas indicam que pelo menos metade dos 24% dos indecisos optaram por outros candidatos, castigando nas urnas o premier José Sócrates. O primeiro-ministro conseguiu manter-se lado a lado com Passos Coelho, jogando a culpa na oposição pelas dificuldades econômicas enfrentadas pelo país. Mas seu discurso repetitivo foi diluindo durante a campanha, principalmente quando os portugueses perceberam que o destino do país, nos próximos anos, será traçado pelo plano de ajuda externa do Fundo Monetário Internacional e do Banco Central Europeu.

A terceira força, o Partido Popular, também cresceu nas pesquisas. Seu líder Paulo Portas é o único que sabe que fará parte do próximo governo, já que nenhum dos dois grandes partidos deverá conseguir uma maioria absoluta.

 

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