Bactéria/ união europeia

UE eleva verba para produtores prejudicados por bactéria

UE aumenta indenização a fazendeiros por surto causado por bactéria
UE aumenta indenização a fazendeiros por surto causado por bactéria Reuters

Cedendo a pressão de diversos Estados-membros, a Comissão Europeia reviu para cima a oferta de compensação financeira para os produtores de legumes atingidos pela crise da bactéria E.coli. Inicialmente previsto para ser de 150 milhões de euros, o pacote de ajudas financeiras deverá chegar a 210 milhões de euros, resultado do aumento da cobertura de 30% para 70% das perdas sofridas pelo setor por causa da epidemia.

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O comissário europeu para a Agricultura, Dacian Ciolos, ainda anunciou que os produtores de pimentão e abobrinhas poderão se beneficiar do auxílio, além dos de pepinos, tomates e saladas.
"Pensar nos consumidores é uma coisa essencial, mas é preciso também evitar que setores inteiros sejam afetados, às vezes de forma injusta, por essa situação", disse Ciolos. Ele acrescentou que espera que o plano de ajuda seja aprovado pela Comissão Europeia na próxima terça-feira.
O benefício será disponibilizado a todos os produtores, mas aqueles que são membros de organizações de produtores poderão compensar até 70% das perdas de produção em decorrência da crise, provocada pelo surto da bactéria. Aliada às ajudas já previstas pelas organizações, estes produtores deverão ser totalmente ressarcidos dos prejuízos econômicos.
As primeiras remessas de dinheiro devem acontecer já em julho e, até lá, a Comissão Européia deve avaliar se o montante final do auxílio deve ser revisado. O preço de referência dos produtos será calculado com base no período 2008-2010, uma média considerada vantajosa para os produtores, de acordo com o comissário.

Cai número de contaminações
O número de contaminações pela bactéria letal, que já matou 24 pessoas, caiu na Alemanha, segundo o ministro da Saúde do país, Daniel Bahr. Nesta quarta-feira, o governo polonês confirmou um segundo caso da doença no país.
O ministro alemão não suspendeu o alerta em vigor no país e nem afastou o risco de mais mortes, mas disse que os dados apontam para uma grande redução do número de infecções. "Podem haver mais casos e novas mortes, mas os números indicam que o pior já ficou para trás", disse o ministro. Daniel Bahr lembrou que, em 80% dos casos, a causa da infecção não foi identificada e as medidas de precaução, como evitar o consumo de legumes crus como tomates, pepinos saladas e brotos de vegetais, devem ser mantidas. Os resultados das análises dos brotos, apontados como vetores da infecção no início da semana, ainda estão sendo esperados.
Nesta quinta-feira, a União Europeia e a Rússia se reúnem para discutir o embargo de Moscou, que suspendeu a importação de legumes frescos dos países europeus pelo risco de contaminação da bactéria. A União Europeia considerou a medida exagerada e contra os princípios da Organização Mundial do Comércio. A bactéria letal, uma variante agressiva da E. Coli, já contaminou mais de 2 mil pessoas na Europa. Todas estiveram de passagem pela Alemanha. Os sintomas podem variar de uma simples diarréia a uma síndrome hemorrágica. O período de incubação varia entre três e quatro dias.
 

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