Grécia/Crise

Um dia após a reforma do governo, gregos vão às ruas novamente

O centro de Atenas foi palco de manifestações contra o plano de restrições do governo grego.
O centro de Atenas foi palco de manifestações contra o plano de restrições do governo grego. Reuters

Milhares de pessoas desfilaram nas ruas de Atenas neste sábado, em um novo protesto contra os planos de austeridade. A manifestação acontece um dia após a nomeação do novo ministro das Finanças, Evangelos Venizelos. Segundo uma pesquisa de opinião divulgada neste fim de semana, quase a metade da população da Grécia é contra as restrições propostas pelo governo. Os sindicatos convocaram uma greve no final de junho.

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A anúncio dos novos ministros feito pelo premiê socialista Georges Papandréou não parece ter acalmado os gregos. Milhares de pessoas saíras às ruas novamente neste sábado em um desfile rumo ao parlamento, em Atenas, em protesto contra as medidas de austeridade de governo. Pelo menos 5 mil simpatizantes de uma organização comunista participaram da manifestação. Eles ameaçaram permanecer na Praça Syntagma, no centro da capital, até que o plano propostas pela equipe do primeiro-ministro seja abolido.

As medidas para tentar tirar o país da crise não são rejeitadas apenas pelos manifestantes que desfilam nas ruas do país. Segundo uma pesquisa de opinião divulgada neste fim de semana pelo jornal grego To Vima, 47,5% da população não aceita o plano de restrição. Quase metade dos entrevistados esperam que o projeto fracasse no parlamento. Eles também desejam a dissolução do governo e a realização de eleições antecipadas.

Para Constantinos Routzounis, diretor do instituto que realizou a pesquisa, os gregos não são contra as medidas de austeridade, e sim contra as consequências da reforma no bolso dos mais pobres. “Eles querem melhorias orçamentais, mas querem que essas medidas sejam justas”, disse ele. 

A GSEE, a maior central sindical grega, que representa mais de 2 milhões de empregados no setor público, convocou uma nova greve de 48h no final deste mês. Eles esperam chamar a atenção da opinião pública durante a semana de debates do plano de restrições no parlamento.

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