Economia/grécia

Parlamento grego começa debate sobre plano de austeridade

Militantes colocam faixa de protesto diante da Acrópole, em Atenas.
Militantes colocam faixa de protesto diante da Acrópole, em Atenas. Reuters

Os deputados gregos começaram a discutir nesta segunda-feira o plano de austeridade para os próximos cinco anos. Os cortes de gastos nas contas públicas fazem parte das exigências feitas pelo Fundo Monetário Internacional e pela Comissão Europeia para liberar o próximo pacote de ajuda financeira ao país. A decisão dos deputados será divulgada na quarta-feira.

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As discussões sobre o plano de austeridade foram abertas nesta segunda-feira no parlamento grego. Os deputados terão três dias para debater as medidas econômicas a serem implementadas nos próximos cinco anos, numa tentativa de tirar o país da crise econômica e financeira.

Neste fim de semana o primeiro-ministro grego, George Papandreou, alertou sobre os riscos de uma rejeição das propostas, que seria, segundo ele, "uma catástrofe". A oposição conservadora se mostrou contrária aos pedidos de união nacional sobre o assunto e o governo socialista vai ter que se apoiar apenas na maioria de 155 deputados – de um total de 300 – para adotar o plano. No entanto, pelo menos três deputados do Pasok, o partido socialista grego, já exprimiram reticências sobre as medidas.

Esse novo plano de austeridade, lançado apenas um ano após um primeiro pacote de medidas econômicas, é contestado por boa parte da população. Segundo as pesquisas de opinião, 75% dos gregos são contra os cortes. O ministro grego da Defesa, Panos Beglitis, disse nesse fim de semana que a rejeição do plano pode "mergulhar o país imediatamente em grandes dificuldades, na falência e na inadimplência”.

Protestos diante da Acrópole

Militantes da Frente Comunista Sindical grega organizaram um protesto contra o plano de austeridade na madrugada desda segunda-feira. Os manifestantes instalaram uma faixa gigante diante da Acrópole, em Atenas. Essa é a terceira vez que o grupo usa o famoso monumento para suas ações.

Os sindicatos também convocaram uma nova greve de 48 horas à partir de terça-feira. Os deputados devem se pronunciar na quarta-feira sobre o plano de austeridade, e na quinta-feira sobre a lei de aplicação das medidas.
 

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