Grécia/Greve

Grécia para contra votação de novo plano de austeridade

Saguão vazio do aeroporto internacional Eleftherios Venizelos, em Atenas.
Saguão vazio do aeroporto internacional Eleftherios Venizelos, em Atenas. Reuters

A Grécia enfrenta nova greve geral de 48 horas em protesto contra as medidas de austeridade propostas pelo governo para obter novo empréstimo do FMI e da União Europeia. Com exceção do metrô, ônibus e trens circulam parcialmente em Atenas e muitos voos domésticos foram cancelados devido à paralisação dos controladores aéreos.

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Milhares de trabalhadores decidiram cruzar os braços nesta quarta greve geral do ano lançada pelas duas principais centrais sindicais do país. No porto de Pireus, perto da capital, cerca de 200 militantes impedem a saída de balsas que fazem o transporte até as ilhas gregas. Os bancos estão fechados e os hospitais só prestam atendimento de urgência. Nesta tarde está programada uma manifestação no centro de Atenas.

Os grevistas, a maioria do funcionalismo público, protestam contra as medidas do segundo plano de austeridade proposto pelo Executivo, para o período 2012-2015, que deve ser votado entre hoje e amanhã no parlamento. O plano prevê novos cortes nas despesas públicas, redução de salários e aposentadorias, e um aumento generalizado dos impostos a fim de gerar uma receita adicional de 28,6 bilhões de euros aos cofres gregos.

Os parlamentares também votam um extenso programa de privatizações. A venda de empresas públicas e a privatização de serviços do Estado devem dar à Grécia mais 50 bilhões de euros, uma soma que deve ajudar o país a reduzir a dívida pública estimada em 150% do PIB. A aprovação desse novo pacote de austeridade foi uma condição imposta pela União Europeia para o pagamento da quinta parcela de 12 bilhões de euros do plano de ajuda de 110 bilhões de euros concedido no ano passado pelo bloco e o FMI.

Os europeus também aguardam a votação no parlamento grego para conceder um segundo pacote de 110 bilhões de euros de ajuda à Grécia, desta vez com a participação de bancos privados. 

Em um discurso pouco antes do início das discussões no parlamento, o primeiro-ministro grego, Georges Papandréou, disse que o voto era uma "ocasião única para que o país continuasse de pé." Ele apelou ao patriotismo dos deputados, para que todos os partidos votassem a favor do plano de austeridade.

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