Grécia/Crise

Protestos em Atenas marcam o dia de votação do plano de austeridade

Manifestantes e policiais se enfrentaram nesta quarta-feira (29) em Atenas, no segundo dia de greve geral.
Manifestantes e policiais se enfrentaram nesta quarta-feira (29) em Atenas, no segundo dia de greve geral. Reuters

Em clima de forte tensão nas ruas de Atenas, o Parlamento grego começou a votar nesta quarta-feira o novo plano de austeridade do governo, visto como a última chance para a Grécia escapar da falência. Milhares de manifestantes protestam de forma barulhenta no centro da capital, revoltados com o rigor das medidas.

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O segundo dia de greve geral na Grécia começou com incidentes desde cedo nas ruas de Atenas. Quatro mil soldados e policiais foram mobilizados para conter a multidão e utilizam bombas de gás lacrimogêneo. Os confrontos entre manifestantes e a tropa de choque já deixaram dezenas de feridos desde terça-feira.

Para a Grécia continuar recebendo ajuda financeira dos europeus e do Fundo Monetário Internacional e evitar a falência, o parlamento deve aprovar as medidas. Mas, temendo os dias difíceis que terão pela frente, muitos manifestantes gritam para serem ouvidos no interior do parlamento e tentar convencer os parlamentares da maioria governamental a rejeitar o pacote. O Pasok, partido do primeiro-ministro socialista Georges Papandreou, tem maioria na casa.

Medidas incluem demissões em massa e corte de salários

Os deputados gregos devem aprovar um pacote de medidas austeras para os próximos quatro anos, que devem ajudar a Grécia a economizar 28,4 bilhões de euros. Esta é uma condição imposta pelos europeus e pelo FMI para liberar 12 bilhões de euros ao país, última parcela do primeiro plano de ajuda, no valor de 110 bilhões de euros, acertado no ano passado. Um segundo pacote de 110 bilhões de euros está sendo negociado, com a participação de bancos privados.

Os gregos temem as consequências das novas medidas de rigor orçamentário, que prevêm 150 mil demissões, cortes nos salários e aposentadorias, aumento de impostos e um extenso programa de privatizações que deve gerar 50 bilhões de euros aos cofres públicos.

Nesta quarta-feira, os parlamentares votam o quadro geral do plano e, na quinta, está prevista uma segunda votação sobre as modalidades de aplicação do pacote.

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