Europa/11 de setembro

Países europeus homenageiam vítimas do 11/9

Franceses assistem à cerimônia no Trocadero, em Paris, em homenagem às vítimas do 11 de setembro de 2001.
Franceses assistem à cerimônia no Trocadero, em Paris, em homenagem às vítimas do 11 de setembro de 2001. Reuters/Gonzalo Fuentes
Texto por: Taíssa Stivanin
3 min

Na Europa, diversos países lembraram os atentados de 11 de setembro contra o World Trade Center em Nova York. Líderes mundiais ressaltaram que o terrorismo ainda representa uma ameaça para os países ocidentais.

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Em Londres, os familiares das 67 vítimas britânicas que morreram no World Trade Center se reuniram em frente à catedral Saint Paul, onde a cerimônia contou com a participação de cerca de 2 mil pessoas. Como em Nova York, os nomes das vítimas foram lidos no memorial construído no bairro de Grosvenor Square.

Na Alemanha, um culto ecumênico foi celebrado na igreja americana de Berlim pelas comunidades judia, muçulmana e cristã, com a presença do presidente Christian Wulff e Gerhard Schroeder, chanceler em 2001. Em Madri, o embaixador americano, Alan Solomont, o princípe Felipe e o chefe da diplomacia, Trinidad Jimenez, fizeram um minuto de silêncio e inauguraram um bosque em homenagem aos Estados Unidos no centro da cidade. Em Roma, também foi feito um minuto de silêncio nos dois aeroportos do país, no momento exato em que o avião atravessou a primeira torre do World Trade Center.

Na França, uma missa na catedral de Notre Dame lembrou as vítimas do ataque, e no Trocadero, perto da torre Eiffel, foi inaugurada uma réplica das torres gêmeas, de 25 metros de altura, com a inscrição, "Os franceses não se esquecerão jamais." No mundo, o Paquistão, suspeito de ter ajudado Ben Laden, nos últimos anos, também lembrou os ataques, e reafirmou seu compromisso na cooperação contra o terrorismo. As tropas americanas também homenagearam as vítimas do 11 de setembro neste domingo. Uma das cerimônias mais importantes reuniu cerca de mil homens em torno de um monumento construído na base de Bagram, a 50 quilômetros de Cabul.

Líderes internacionais lembram ataque

Dirigentes de diversos países lembraram que os atentados ao World Trade Center não significam o fim da luta contra o terrorismo. Para o presidente português, Anibal Cavaco Silva, o 11 de setembro é "a ocasião de pensar na necessidade de uma cooperação internacional diante da ameaça terrorista. A segurança e a liberdade são valores inseparáveis", declarou.

O chanceler francês Alain Juppé também ressaltou que os países ocidentais não estão imunes contra novos ataques. "A luta contra o terrorismo não terminou, a ameaça continua pairando sobre nosso país ", declarou . Já o ministro das relações exteriores, Franco Frattini, declarou que "não é possível vencer o terrorismo apenas com armas militares", mas com políticas diplomáticas culturais para combater o ódio e a intolerância. O chanceler britânico, William Hague, estimou que as revoluções árabes são a prova de que a Al Qaeda está perdendo sua influência.

Provocativo como sempre, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad declarou qsue o 11 de setembro foi "um jogo que visava influenciar as emoções da humanidade e encontrar um pretexto para atacar as regiões muçulmanas e invadir o Iraque e o Afeganistão, matando um milhão de pessoas inocentes. "
 

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