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Naufrágio/Itália

Sexto corpo é encontrado em navio na Itália; 14 estão desaparecidos

Equipe de resgate escala o convés do navio Costa Concordia nesta segunda-feira.
Equipe de resgate escala o convés do navio Costa Concordia nesta segunda-feira. REUTERS/ Max Rossi
Texto por: RFI
3 min

Depois de uma noite inteira de busca por sobreviventes, as equipes de socorro italianas encontraram mais um corpo sem vida no transatlântico Costa Concórdia naufragado na sexta-feira, na Toscana, o que eleva para seis o número de mortos confirmados na tragédia com o navio, além de 60 feridos. O passageiro foi encontrado com o colete salva-vidas na parte submersa da embarcação.

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A identidade desta nova vítima não foi confirmada. Outras 14 pessoas continuam desaparecidas. Entre elas estão quatro italianos, que estariam salvos mas sem contato com os familiares, dois americanos, quatro franceses e ainda outras pessoas que não tiveram a nacionalidade divulgada. Os países de origem dos membros da tripulação também não foram comunicados. A forte inclinação do barco, que corre o risco de afundar totalmente, torna as buscas cada vez mais difíceis.

Nesta manhã, os efeitos financeiros da tragédia já foram sentidos: as ações da americana Carnival, proprietária da Costa Concórdia, despencaram 17,48% na bolsa de Londres. O grupo estima em entre 85 e 95 milhões de dólares de impacto econômico imediato pelo acidente. “A companhia espera ainda outros prejuízos que não consegue medir neste momento”, afirma um comunicado da Carnival.

Já o governo italiano teme que o naufrágio provoque um “desastre ecológico” na região, nas proximidades da ilha de Giglio, no litoral da Toscana. “Este é o nosso maior pesadelo”, disse o ministro do Meio Ambiente, Corrado Clini, ao jornal La Stampa. “O navio está com os tanques de combustíveis cheios e trata-se de um diesel denso, pesado, que poderia se sedimentar no fundo do mar. Isso seria um desastre”, afirmou.

O ministro declarou que o governo está pronto para agir caso o combustível do navio comece a vazar, mas por enquanto a prioridade continua sendo a busca de sobreviventes da tragédia. “Assim que for possível, esse combustível será retirado do navio. O problema é que temos que considerar o equilíbrio precário do casco.”
Clini também ressaltou que, logo após, será preciso retirar a embarcação do local, já que está bloqueando o acesso ao porto da região.

Ontem, a companhia proprietária do navio acusou o comandante de ter cometido erros que tiveram consequências graves e que suas decisões na gestão da situação de emergência não seguiram os procedimentos da empresa que respeitam as leis internacionais. A Costa Cruzeiros disse que o capitão Francesco Schettino teria “cometido erros de tiveram consequências graves”.

As caixas-pretas do navio começaram a ser lidas e as primeiras análises confirmam que o barco estava perto demais da costa, a menos de 150 metros da terra firme. Além disso, já se sabe a Guarda Costeira só foi informada do acidente pela tripulação cerca de uma hora após a colisão com as rochas. A Justiça italiana decidiu prender Schettino e seu adjunto, acusados de homicídio múltiplo, naufrágio e abandono de navio bem antes da retirada dos passageiros.
 

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