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Itália/ naufrágio

Capitão do Costa Concordia ficará em prisão domiciliar

Bruno Leporatti, advogado do capitão Francesco Schettino, acusado pelo naufrágio do navio Costa Concordia, é interpelado pela imprensa após sair da corte de Florença, nesta terça-feira.
Bruno Leporatti, advogado do capitão Francesco Schettino, acusado pelo naufrágio do navio Costa Concordia, é interpelado pela imprensa após sair da corte de Florença, nesta terça-feira. REUTERS/Stringer
Texto por: RFI
2 min

O capitão do cruzeiro naufragado Costa Concordia, Francesco Schettino, vai permanecer em prisão domiciliar, decidiu hoje o tribunal de Florença. Ele é suspeito de ser o responsável pelo acidente e de ter abandonado o navio antes que os passageiros fossem retirados, no dia 13 de janeiro.

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A Justiça rejeitou o pedido do Ministério Público, de que Schettino voltasse à prisão, e também dos advogados da defesa, que solicitaram a sua libertação, sob o argumento de que ele não poderia repetir o crime diante da “impossibilidade de voltar a comandar um navio”. O capitão responde por homídios múltiplos por imprudência, naufrágio e abandono de navio. Schettino se aproximou demais da costa da ilha de Giglio para saudar os habitantes, o que resultou no choque contra uma rocha.

Ele foi preso no dia seguinte à tragédia deivo à suspeita de fuga e de dissimulação de provas. Três depois depois, foi solto e submetido a prisão domiciliar, cumprida em seu apartamento em Meta di Sorrento, ao sul de Nápoli.

Nestas condições, Schettino não pode deixar seu domicílio e nem se comunicar com outras pessoas a não ser as mais próximas. Ele admitiu ter feito a perigosa manobra, mas afirma que evitou mortes ao aproximar o navio o máximo possível da ilha, facilitando as operações de resgate. O capitão também negou ter abandonado o Costa Concordia antes que os 4,2 mil passageiros fossem resgatados.

Até o momento, 17 corpos de vítimas da tragédia já foram resgatados e 15 permanecem desaparecidas nos destroços da embarcação. As buscas foram encerradas pelo risco aos mergulhadores que procuravam por desaparecidos.
 

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