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Grécia/pacote

Grécia aguarda decisão do Eurogrupo para selar acordo com credores

O ministro das Finanças Evangelos Venizelos e o primeiro-ministro Lucas Papademos durante o voto do Parlamento.
O ministro das Finanças Evangelos Venizelos e o primeiro-ministro Lucas Papademos durante o voto do Parlamento. REUTERS/John Kolesidis
Texto por: RFI
3 min

Depois da aprovação do plano de austeridade pela Grécia, a expectativa agora é para a próxima reunião dos ministros das Finanças da zona do euro, prevista para esta quarta-feira. O Eurogrupo pode validar o acordo que prevê o perdão de metade da dívida pelo setor privado e a liberação de um novo pacote de ajuda de 130 bilhões de euros para evitar a moratória na Grécia.

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De acordo com o comissário europeu para assuntos econômicos, Olli Rehn, a aprovação do plano grego pelo Parlamento é um "avanço crucial" para o acordo. Ele disse estar confiante que todas as condições impostas ao governo grego "estejam reunidas até quarta-feira." A chanceler alemã Angela Merkel, não esconde um certo ceticismo. Segundo ela, o voto é um passo muito importante, mas agora o governo grego precisa "concluir o programa de reformas com "ações concretas." Já o ministro alemão da economia, Philipp Rösler, disse que os europeus "ainda estão longe do objetivo final." O chanceler francês Alain Juppé também fez um apelo para que as medidas sejam implantadas o mais rápido possível. O desbloqueio definitivo dos recursos pode ser feito até o dia 1 de março, após a implantação de pelo menos algumas das medidas adotadas.

O plano de austeridade prevê cortes extras de 325 milhões de euros no orçamento de 2012, que será obtido através da redução do salário mínimo, dos fundos de pensão, do corte de vagas no setor público e de privatizações que devem atingir um montante de 19 bilhões de euros segundo o premiê Lucas Papademos. A adoção da reforma foi uma exigência do FMI (Fundo Monetário Internacional), da União Europeia e do Banco Central Europeu para a liberação de novos recursos para os gregos. Os europeus também exigem um compromisso político por escrito da coalizão no poder, para dar continuidade à aplicação do plano depois das eleições legislativas em abril. O governo grego depende da ajuda europeia para honrar o pagamento da parcela de 14,5 bilhões de euros que corresponde aos juros da dívida soberana.

O voto do plano de austeridade gerou tumultos nas ruas de Atenas neste domingo, onde 80 mil pessoas saíram às para protestar contra a decisão do governo. Os confrontos entre a polícia e os manifestantes deixaram dezenas de feridos. Durante a confusão, mais de 150 lojas foram saqueadas e 48 prédios incendiados, segundo as autoridades gregas. Especialistas criticaram o plano grego nesta quarta-feira. Para o ex-prêmio Nobel de Economia, Paul Krugman, um plano de ajuda à economia seria mais eficaz do que a diminuição do poder aquisitivo dos gregos.
 

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