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Grécia/Crise

Premiê grego confirma eleições legislativas antecipadas em maio

Premiê grego Lucas Papademos logo após a anúncio das eleições antecipadas.
Premiê grego Lucas Papademos logo após a anúncio das eleições antecipadas. REUTERS/Louisa Gouliamaki/Pool
Texto por: Silvano Mendes
3 min

O primeiro-ministro grego anunciou a realização de eleições legislativas antecipadas em 6 de maio. Segundo os especialistas, o pleito pode dividir ainda mais as forças políticas no país e ameaçar a implementação do plano internacional de ajuda econômica.

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O anúncio das eleições legislativas, que vinha sendo adiado há semanas, foi feito na noite dessa quarta-feira durante um pronunciamento do premiê grego Lucas Papademos na televisão. O primeiro-ministro, que está à frente do governo desde novembro do ano passado, disse que do pleito dependerá a posição da Grécia na União Europeia, na zona do euro, e a estabilização da economia da nação. “As escolhas que nós vamos fazer vão definir o futuro do país para as próximas décadas”, afirmou.

As eleições deveriam ser realizadas apenas em 2013, mas desde novembro de 2011, quando o então primeiro-ministro Georges Papandreu pediu demissão, a oposição pede mudanças no governo. Na época, o premiê tentou realizar um referendo sobre as medidas de rigor impostas pela União Européia e o FMI para tirar o país da crise, e o fracasso da operação resultou em sua renúncia. Desde então, aumenta a pressão para a organização de um pleito antecipado.

Mas a contagem regressiva para as legislativas antes da hora começou realmente no mês de março, logo após o país ter conseguido apagar 105 bilhões de euros de sua dívida junto aos credores privados da Grécia e a aprovação de um segundo plano de empréstimo internacional concedido ao país. O atual primeiro-ministro foi um dos principais atores desses acordos. Segundo ele, o novo governo deve continuar os esforços de reconstrução da economia grega.

Instabilidade política

As forças políticas de oposição, principalmente o partido Nova Democracia, liderado por Antonis Samaras, é o principal rival do Pasok de Papademos. Mas segundo os especialistas, a participação do ND no atual governo, assim como seu recente apoio às medidas de rigor, enfraqueceram o grupo. Além disso, os três partidos de esquerda não conseguem reunir mais de 10% das intenções de voto cada um.

Para os analistas, essa dispersão confirma uma transformação no panorama político grego, acostumado a 40 anos de governo compartilhados entre o ND e o Pasok. Mas acima de tudo, a situação preocupa a comunidade internacional, que contava com a estabilidade política grega para alcançar a uma possível estabilidade econômica após dois anos de crise profunda. A Grécia deve registrar em 2012 um cenário de recessão pelo quinto ano consecutivo, com um índice de desemprego ultrapassando os 21%. 

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