Suécia/Belarus

UE apoia Suécia em incidente diplomático com a Belarus

O presidente bielorusso, Alexander Lukashenko, expulsou todos os diplomatas suecos da Belarus na quarta-feira em um incidente diplomático apelidado de  “guerra dos ursinhos de pelúcia".
O presidente bielorusso, Alexander Lukashenko, expulsou todos os diplomatas suecos da Belarus na quarta-feira em um incidente diplomático apelidado de “guerra dos ursinhos de pelúcia". REUTERS/Maxim Gucheka/BelTA

Representantes de 27 países da União Européia (UE) expressaram sua solidariedade à Suécia nesta sexta-feira sobre a crise diplomática entre este país e a Belarus, em um incidente que foi apelidado de “guerra dos ursinhos de pelúcia". Em uma reunião extraordinária realizada hoje em Bruxelas, os participantes declararam-se “muito preocupados” com a expulsão de todos os diplomatas suecos da capital bielorussa Minsk na quarta-feira.

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Segundo o presidente do Comitê de Política Estrangeira e Segurança Comum da UE, Olof Skoog, os representantes concordaram que a tensão entre os dois países afeta as relações entre Belarus e toda a União Europeia. No entanto, o encontro não conseguiu definir uma posição comum a adotar sobre o restante de embaixadores no país.

A Belarus já sofre atuais sanções pelo tratamento de seus presos políticos. Mas UE anunciou que vai reavaliá-las nos próximos meses. Enquanto isso, segundo Skoog, os 27 Estados-membros passarão uma mensagem “muito clara” aos embaixadores bielorussos em capitais europeias para informar que a UE é solidária à Suécia.

O incidente diplomático teve origem depois que militantes suecos lançaram ursos de pelúcia de um avião com mensagens de protestos denunciando o desrespeito da Belarus com os Direitos Humanos. A crise se agravou desde que Estocolmo se recusou a substituir o embaixador Stefan Eriksonn expulso de Minsk na sexta-feira da semana passada por ser considerado pelo governo bielorusso como muito próximo da oposição.

Cinco dias depois, na quarta-feira, o governo sueco anunciou que todos os seus diplomatas foram reenviados à Suécia pelo presidente bielorrusso, Alexander Loukachenko.

A Suécia é um dos países europeus mais ativos em favor da democracia na Belarus, um país da extinta União Soviética. A reeleição de Loukachenko em dezembro de 2010, repleta de denúncias de fraudes, levou Estocolmo a concentrar seus esforços diplomáticos em defesa da democracia e dos Direitos Humanos no país.

 

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