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Espanha/eleições

Eleições na Galícia e no País Basco testam governo Mariano Rajoy na Espanha

Eleitores compareceram às urnas na cidade de Vigo, na Galícia, para eleger novo parlamento regional
Eleitores compareceram às urnas na cidade de Vigo, na Galícia, para eleger novo parlamento regional REUTERS/Miguel Vidal
Texto por: RFI
3 min

Duas regiões da Espanha escolhem um novo parlamento neste domingo. As eleições são consideradas um teste para o chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, fragilizado pela crise econômica e pelo avanço do nacionalismo.

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Na Galícia, terra natal de Mariano Rajoy, a direita tenta conservar a maioria absoluta dos assentos do parlamento regional. No País Basco, os independentistas esperam se tornarem a segunda força política da região. Em plena crise e mergulhada em sucessivos planos de austeridade, a economia espanhola era o principal tema debatido antes da presença dos eleitores às urnas e pode ser o fator decisivo na escolha do novo parlamento regional. Na Galícia, por exemplo, mais de 40% dos eleitores se declaravam indecisos antes da abertura das seções eleitorais.

Sob forte chuva, os eleitores bascos comapreceram nesta manhã às urnas, um ano após o anúncio histórico do fim da luta armada do grupo ETA, em 20 de outubro de 2011. "Essas eleições tem dois pontos importantes: a economia e o fato de que todos aqueles que quiserem, poderão se expressar", afirmou o eleitor Iñaki Arteaga, engenheiro de 43 anos, que compareceu cedo à sua seção eleitoral, na cidade de Bilbao.

Segundo projeções, o partido independentista de esquerda, da coalizão Euskal Herria Bildu (EH Bildu) deverá ser o grande vitorioso dessas eleições e se firmar como a segunda força política basca, atrás dos conservadores do partido PNV. As projeções soam como um alarme para o chefe do governo de direita espanhol, que enfrentou nas últimas semanas a contestação de movimentos separatistas da região da Catalunha, que deverá renovar o seu parlamento no próximo dia 25 de novembro. No País Basco, apesar da avanço econômico dos últimos anos, o desemprego atingiu os níveis alarmantes de 14,5% da população ativa. Entre os jovens, o índice chega aos 44%. "Essas eleições são democráticas. E isso é provado pelo fato que todos nós podemos votar, sem a tutela do ETA ou do Estado", comemora a eleitora Elvira Saotua, 60 anos e desempregada.
 

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