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União Europeia/Cúpula

Em plena crise, líderes europeus se dividem sobre orçamento do bloco

Chegada do primeiro-ministro britânico, David Cameron, a Bruxelas para uma reunião de alto risco sobre o orçamento plurianual da União Europeia.
Chegada do primeiro-ministro britânico, David Cameron, a Bruxelas para uma reunião de alto risco sobre o orçamento plurianual da União Europeia. REUTERS/Yves Herman
Texto por: RFI
3 min

Chefes de estado e de governo da União Europeia se reúnem a partir da noite desta quinta-feira em Bruxelas para um encontro de cúpula de dois dias. Os líderes vão tentar chegar a um acordo sobre o projeto de orçamento para o bloco de 2014 a 2020. As negociações se anunciam difíceis e devem colocar mais uma vez em evidência as profundas divisões dentro do bloco.

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Os países mais ricos do bloco apostam nos cortes.Tanto que o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, lamentou nesta quarta-feira que o debate se reduza à redução das despesas, e não trate da "qualidade dos investimentos". Ele pediu € 1 trilhão e 47 bilhões de créditos para o período de 2014 a 2020.

Esse montante foi considerado pouco razoável pelos principais financiadores da União Europeia: Alemanha, França, Reino Unido, Suécia, Finlândia, Holanda e Áustria. Eles exigiram que o valor seja reduzido para menos de € 1 trilhão.

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, apresentou uma primeira proposta com cortes no valor de € 75 bilhões repartidos entre todas as áreas, sobretudo a política agrícola comum, que a França defende com unhas e dentes, e os fundos em favor dos países mais pobres do bloco.

O projeto desagradou todo mundo, com exceção da Alemanha, e uma nova proposta deve ser apresentada nesta quinta-feira. Antes disso, Van Rompuy deve se encontrar separadamente com cada dirigente para saber quais são suas prioridades e suas margens de manobra para negociação.

A discussão se anuncia particularmente complicada com o Reino Unido, que defende a contenção das despesas europeias no mesmo nível de 2011 e insiste em manter o desconto na contribuição britânica, ameaçando até exercer seu direito de veto.

Caso as negociações se prolonguem, a cúpula prevista para acabar na sexta-feira pode continuar sábado ou até domingo. Mas a própria chanceler alemã Angela Merkel não excluiu a possibilidade de fracasso e disse na quarta-feira que uma outra reunião sobre o tema pode ser programada para o início de 2013.

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