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Itália/Política

Monti anuncia renúncia e abre caminho para eleições antecipadas

O premiê Mario Monti, depois de comunicar sua decisão de renunciar depois da aprovação do orçamento de 2013.
O premiê Mario Monti, depois de comunicar sua decisão de renunciar depois da aprovação do orçamento de 2013. Reuters/Stefano Rellandini
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Depois de dois fatos inesperados no sábado, uma nova crise política se esboça na Itália, que já começa a se preparar para a realização de eleições antecipadas. No sábado, Silvio Berlusconi anunciou que vai se candidatar a governar o país de novo. Algumas horas depois, o primeiro-ministro Mario Monti comunicou sua decisão de se demitir após a aprovação da lei orçamentária, o que abre caminho para um novo escrutínio.

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A crise política italiana já vinha se delineando, mas bastou um dia para explodir; e este dia foi o sábado. Depois de uma reunião de urgência com o presidente Giorgio Napolitano, o primeiro-ministro Mario Monti anunciou a intenção de apresentar sua renúncia "irrevogável", depois que for aprovada a lei de estabilidade orçamentária, conforme indicou o comunicado do Quirinal, a Presidência da República.  Monti "verificará o mais rapidamente possível" se as forças políticas que não pretendem assumir a responsabilidade por "uma crise de consequências mais graves, também em nível europeu", estão preparadas para "contribuir com a aprovação da lei de estabilidade orçamentária em um prazo curto. Imediatamente depois, uma vez que o Conselho de Ministros tenha sido ouvido, o presidente do Conselho vai formalizar sua demissão irrevogável e a entregará nas mãos do chefe de Estado", conclui o comunicado oficial.

Monti justificou sua decisão de fazer o anúncio no sábado, dia em que as Bolsas estão fechadas, para não criar reações negativas ou especulações prejudiciais à economia do país. Segundo o jornal italiano Corriere della Sera, o chefe de governo ficou particularmente indignado com o PDL, o partido de Silvio Berlusconi, que abandonou a bancada na última quinta-feira, durante a votação de uma moção de confiança ao seu governo, no Senado. O tecnocrata Monti considerou o gesto como uma traição, já que mantinha coalizão com a centro-direita.

Eleições antecipadas

Se a demissão do premiê acontecer ainda este mês, os italianos certamente votarão entre o final de fevereiro e o começo de março. Entre a dissolução das câmeras e uma nova eleição é necessário um prazo de 45 a 70 dias.

No sábado, Silvio Berlusconi, de 76 anos, anunciou que vai se candidatar pela sexta vez, centrando sua campanha na falta de crescimento e no combate aos impostos altos que esmagam a classe média. O "Cavaliere" já iniciou suas articulações políticas e passou o domingo ao telefone.

A imprensa italiana considera que as chances de Berlusconi são fracas, depois de 20 anos de escândalos e fracassos que afundaram a economia da Itália e desgastaram a sua imagem. Quanto a Mario Monti, respeitado dentro e fora do país, não está excluída a hipótese de sua candidatura à presidência, para alegria dos centristas e de uma parte da direita que não nem quer nem ouvir falar no "berlusconismo".

 

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