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Crise/Privatização

Portugal escolhe hoje empresa que administrará aeroportos no país

Passageiros chegam para embarcar no aeroporto de Lisboa nesta quarta-feira.
Passageiros chegam para embarcar no aeroporto de Lisboa nesta quarta-feira. REUTERS/Jose Manuel Ribeiro
Texto por: RFI
3 min

O governo de Portugal escolhe hoje o grupo privado que ficará com a concessão da ANA, a empresa pública que administra os aeroportos do país. Esta será a maior operação de privatização deste ano em Portugal. E está prevista no acordo firmado com a União Europeia e o FMI em troca de ajuda financeira.

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Mauro Tagliaferri, correspondente da Rádio França Internacional em Lisboa

O consórcio vencedor vai administrar dez aeroportos portugueses, entre eles os de Lisboa, Porto e Faro, e um movimento de trinta milhões de passageiros por ano. Entre os quatro grupos empresariais que participam da corrida, há duas empresas brasileiras: a Engevix, aliada à argentina Corporación América e às portuguesas Sonae Sierra e Empark; e a CCR, que integra o consórcio com a suíça Flughafen Zürich e o fundo britânico GIP. 

Mas o mais cotado para vencer a disputa é o grupo encabeçado pela empresa francesa Vinci, que oferece 3 bilhões de euros. A alemã Fraport, que dirige o aeroporto de Frankfurt, corre por fora e também tem boas chances. A concessão vai durar 50 anos e o governo estima arrecadar entre 2 e 3 bilhões de euros com a privatização da ANA.

Setecentos milhões terão de ser destinados a pagar as dívidas da empresa. Mas, uma parte do valor arrecadado vai entrar nos cofres públicos – e pode ser decisiva para que o governo atinja a meta do déficit para este ano, que é de 5%.

Além disso, com a operação, o executivo português cumpre o objetivo, estabelecido pela troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu), de obter receitas de cinco bilhões de euros em privatizações até o final de 2013.

Antes da ANA, Portugal já havia privatizado as companhias energéticas REN e EDP no ano passado, em negócios que totalizaram mais de três bilhões e duzentos milhões de euros. Os trabalhadores da ANA pediram a suspensão da privatização, por acharam que ela afeta interesses estratégicos de Portugal. Mas o governo confirmou que a concessão será definida hoje na reunião do conselho de ministros.
 

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