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Davos/Economia

Merkel pede que Espanha crie empregos para combater a crise

A chanceler alemã Angela Merkel nesta quinta-feira, em Davos
A chanceler alemã Angela Merkel nesta quinta-feira, em Davos REUTERS/Pascal Lauener
3 min

A chanceler alemã Angela Merkel sugeriu que a Espanha crie empregos, especialmente para os jovens, para evitar uma instabilidade política no país. Segundo ela é preciso agir porque as reformas estruturais levam tempo a dar resultados e provocar uma queda significativa na taxa de desemprego. A sugestão foi feita durante participação da líder alemã em Davos, na Suíça, onde acontece o Fórum Econômico Mundial.

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A opinião de Merkel foi feita horas depois do anúncio feito pela agência de estatísticas da Espanha de que o desemprego no país registrou um novo recorde e atingiu 26% da população no último trimestre de 2012. Entre os jovens com menos de 25 anos o índice é de 60%.

“ Vou dar um exemplo: se há uma taxa de 50-60% de desempregados na Espanha entre os jovens, ou em Portugal , na Grécia, nossa responsabilidade é, talvez, de tomar medidas que permitam criar empregos de maneira temporária”, até que as reformas estruturais sejam implementadas, disse Merkel durante discurso no Fórum.

Baseando-se na experiência alemã, será preciso entre “2-3 anos, ou até 4”, antes que as reformas dêem frutos nos países europeus, onde foram adotadas, segundo Merkel. “É preciso contar com esse intervalo de tempo da melhor forma para evitar uma escalada da situação política que ameaça criar uma nova instabilidade”, disse a líder alemã. De qualquer forma, a iniciativa não deverá modificar o ritmo das medidas previstas para reduzir o déficit público, acrescentou.

Japão

A chanceler alemã também manifestou preocupação com a nova política monetária do Japão, que segundo alguns analistas, pode reacender a “guerra das moedas”.

"Devo admitir que não posso dizer não estar preocupada com o Japão neste momento”, disse Merkel diante de um auditório lotado de líderes empresariais e políticos. Ela explicou que no interior do G20, o grupo reunindo as 20 principais economias do planeta, existe uma maior consciência sobre o problema da manipulação das taxas de câmbio.

“A China reagiu favoravelmente e respondeu às nossas demandas com uma certa mudança de política”, disse a alemã antes de se referir ao Japão. Autoridades alemãs fizeram críticas à disposição do novo governo japonês de interferir nas diretrizes do Banco Central do país. Angela Merkel reforçou essa preocupação durante o Fórum de Davos.

Em entrevista ao The Wall Street Journal, o vice-ministro japonês das Finanças, Takehiko Nakao, disse que não há nenhuma intenção do governo em desvalorizar o iene e rejeitou as críticas sobre a nova política monetária decidida pelo Banco do Japão.

 

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