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Vaticano/Papa

Índia envia político suspeito de estupro coletivo à missa do papa Francisco

Católicos indianos oram pelo sucesso do pontificado do papa Francisco em igreja de Calcutá, na Índia.
Católicos indianos oram pelo sucesso do pontificado do papa Francisco em igreja de Calcutá, na Índia. REUTERS/Rupak De Chowdhuri
3 min

Chefes de Estado e de governo de dezenas de países continuam a chegar a Roma para assistir à missa inaugural do pontificado do papa Francisco, nesta terça-feira. Na Índia, o envio de um representante do governo suspeito de envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente provoca protestos da família da vítima e da oposição.

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O chefe da delegação indiana que irá participar da missa inaugural do papa Francisco, P.J. Kurien, 72 anos, presidente-adjunto da Câmara Alta do parlamento, foi inocentado, em 2005, da acusação de participação no estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos. O crime remonta a 1996, quando a jovem foi sequestrada e mantida em cativeiro durante 40 dias, período em que afirma ter sido violentada por 42 homens, entre eles P.J. Kurien. O caso aconteceu na província de Kerala, no sul da Índia.

Apesar de a justiça ter inocentado o parlamentar, a vítima tentou reabrir o caso em dezembro passado, quando o novo estupro coletivo de uma estudante de 23 anos num ônibus de Nova Délhi comoveu o país. O pedido foi negado pelo tribunal de Trivandrum, mas gerou uma crise no Partido do Congresso, líder da coalizão de governo, que prometeu endurecer a legislação sobre violência sexual.

Nesta segunda-feira, o pai da adolescente declarou à agência AFP que o envio de Kurien à missa inaugural do novo pontificado é uma desonra para o papa Francisco. Os católicos representam 19% da população da província de Kerala. No mês passado, centenas de manifestantes acamparam em frente à sede do parlamento local pedindo a demissão de Kurien. V.S. Achuthanandan, ex-chefe do governo de Kerala, declarou que Kurien usou de sua influência política para ser absolvido pelo estupro. Um membro do Partido Comunista ironizou, dizendo que ele foi enviado a Roma para ser perdoado pelo novo papa.

Cardeal se desculpa por declaração sobre pedofilia

O cardeal sul-africano Wilfrid Napier pediu desculpas hoje às vítimas de pedófilos após ter declarado no sábado que a pedofilia deveria ser tratada como uma doença e não como um crime. Na sua conta no twitter, o cardeal se desculpou dizendo que se preocupa com todos que são vítimas de abusos, inclusive os próprios autores que são também vítimas, segundo ele.

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