Estados Unidos/UE

Kerry quer OTAN vigilante para risco de guerra química na Síria

John Kerry em discurso na OTAN nesta terça-feira, 23 de abril de 2013.
John Kerry em discurso na OTAN nesta terça-feira, 23 de abril de 2013. REUTERS/Evan Vucci/Pool

Em sua primeira visita a Bruxelas como secretário de Estado americano, John Kerry se reuniu nesta terça-feira com os ministros das Relações Exteriores da Organização do Tratato do Atlântico Norte (OTAN) e se encontrou com o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, para discutir as relações comerciais entre UE-EUA, além da situação na Coreia do Norte, Irã e Síria. “É preciso encontrar uma solução pacífica para a Síria, antes que o conflito armado gere mais refugiados e que as armas químicas caiam em mãos erradas”, disse Kerry.

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Letícia Fonseca, correspondente da RFI em Bruxelas

Ao reiterar a necessidade de uma solução pacífica, o chefe da diplomacia americana disse que não serão os drones – aviões não tripulados – nem mesmo as unidades operacionais especiais da Marinha dos EUA que resolverão os problemas no Oriente Médio. Durão Barroso explicou que está preparando uma nova iniciativa de ajuda humanitária para os refugiados sírios. Os dois políticos também discutiram detalhes do futuro acordo comercial UE-EUA.

Na sede da OTAN, John Kerry pediu aos 28 países da aliança militar que se mantenham vigilantes, especialmente a Turquia, frente a escalada do conflito na Síria. A maior preocupação é o risco de uso de armas químicas pelas forças do presidente Bashar al-Assad. O governo israelense afirma que Damasco estaria usando o gás sarin contra os rebeldes há meses, mas a Casa Branca não confirmou a informação.

Para a comunidade internacional, o uso de armas químicas pelo regime sírio seria interpretado como um “ultrapassar da linha vermelha” e provocaria uma intervenção dos EUA. Segundo a ONU, mais de 170 mil civis já morreram no conflito, que fez mais de 1 milhão de refugiados.

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