Hungria/ extrema-direita

Nacionalistas húngaros fazem passeata contra evento judeu

Manifestante empunha cartaz que faz alusão a símbolo nazista.
Manifestante empunha cartaz que faz alusão a símbolo nazista. REUTERS/Laszlo Balogh

Centenas de nacionalistas húngaros desfilaram hoje em Budapeste para protestar contra a assembleia do Congresso Judaico Mundial, que acontecerá amanhã na capital húngara. Os manifestantes, entre os quais membros do partido opositor Jobbik, acusaram os judeus de querer “comprar” a Hungria, durante um protesto que foi autorizado pela Justiça do país.

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Em um primeiro momento, a polícia havia proibido a manifestação, a pedido do primeiro-ministro Viktor Orban. Porém a Justiça determinou que a proibição seria ilegal.

O premiê deve discursar na abertura do evento do Congresso Judaico, que normalmente se reúne a cada quatro anos em Jerusalém, mas desta vez decidiu realizar o evento em Budapeste para denunciar o crescimento do antissemitismo na Hungria e do número de militantes de extrema-direita. O fenômeno, em um país onde mais de 500 mil judeus foram mortos durante a Segunda Guerra Mundial, preocupa o CJM. A reunião vai durar três dias.

“Nós achamos o fato de que eles possam se manifestar abertamente uma ideologia antissemita e anti-israelita muito preocupante”, afirmou Michael Thaidigsmann, porta-voz do congresso.

“Os conquistadores israelenses, investidores, deveriam procurar outro país do planeta para se implantar porque a Hungria não está à venda”, declarou o presidente do Jobbik, Gabor Vona, durante o protesto realizado nas proximidades do Parlamento. “Nosso país virou uma presa do sionismo. Virou o alvo da colonização enquanto nós, povo de origem, devemos nos contentar com um papel de figurantes”, disse o deputado Marton Gyongyozsi, em seu discurso.

A manifestação durou duas horas e os participantes se dispersaram sem incidentes.
 

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