Bulgária/eleições

Descobertas 350 mil cédulas falsas na véspera de eleições na Bulgária

Policiais em frente à gráfica na cidade de Kostinbrod, perto de Sofia, onde foram encontradas as cédulas falsas.
Policiais em frente à gráfica na cidade de Kostinbrod, perto de Sofia, onde foram encontradas as cédulas falsas. REUTERS/Lyubomir Spirov/BGNES

Os serviços de segurança da Bulgária anunciaram a apreensão de 350 mil cédulas eleitorais falsas, às vésperas das eleições legislativas deste domingo. Segundo as projeções, nenhum partido deve obter maioria absoluta no parlamento, o que pode criar uma instabilidade política num dos mais pobres países da União Europeia.

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O ministério público informou que as cédulas foram encontradas em uma gráfica que pertence a uma empresa cujo proprietário é um político local eleito pelo partido de direita GERB.

Segundo a procuradoria, as 350 mil cédulas estavam prontas para serem usadas nas eleições deste domingo e foram descobertas dentro do depósito da gráfica.

O governo provisório, que dirige o país desde a demissão do premiê conservador Boïko Borissov, indicou ter recebido os 8,34 milhões de cédulas que havia encomendado e as tinha distribuído nas secções eleitorais.

O dono da gráfica localizada perto da capital Sofia, disse não ter feito nada de ilegal e afirmou ter tido autorização para produzir o material. O governo confirmou. O presidente do país, Rosen Plevneliev, disse esperar da Comissão Eleitoral uma responsta para garantir a transparência do processo eleitoral e pediu medidas urgentes para evitar fraudes.

O partido GERB pediu um fim para as especulações e tentativas de aproveitamento político com a situação. O partido do ex-premiê está à frente das pesquisas de intenção de voto mas a oposição socialista se recuperou nas últimas semanas e se aproximou do adversário. De acordo com o Instituto Sova Harris, o GERBN chegaria em primeiro com 20,9% dos votos contra 20,4% dos socialistas.

Nenhum dos dois partidos conquistaria maioria para poder formar um governo. As eleições legislativas na Bulgária foram antecipadas após os intensos protestos contra o alto custo da eletricidade no país terem derrubado o governo de Borissov.
 

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