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Reino Unido/ ataque

Cameron diz que assassinato de soldado é "traição ao Islã"

Primeiro-ministro britânico diz que assassinato de soldado é ataque contra Reino Unido.
Primeiro-ministro britânico diz que assassinato de soldado é ataque contra Reino Unido. REUTERS/Olivia Harris
Texto por: RFI
3 min

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, presidiu uma reunião de crise nesta manhã para tratar sobre dispositivos adicionais de segurança no país, um dia depois de dois homens matarem um soldado britânico a facadas, em pleno dia, em Londres. Cameron declarou que o ato foi um ataque contra o Reino Unido e uma "traição" ao Islã, e reiterou a sua disposição em combater o terrorismo.

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"Isto não foi apenas um ataque contra o Reino Unido e o estilo de vida britânico. Foi também uma traição ao Islã e às comunidades muçulmanas que tanto contribuem a nosso país", declarou o chefe de Governo britânico na residência oficial de Downing Street. "Não há nada no Islã que justifique este ato realmente espantoso", completou.

Em imagens filmadas por uma testemunha do ataque e exibidas durante a noite em um canal de televisão, um dos criminosos afirma, com as mãos cobertas de sangue segurando as armas do crime: "Juramos por Alá todo-poderoso que nunca deixaremos de combatê-los até que nos deixem em paz". No vídeo, homem aparenta ter de 20 a 30 anos e segue o discurso, a poucos metros da vítima caída no chão, afirmando que “a única razão pela qual fazemos isso é porque muçulmanos morrem a cada dia”. Ele acrescenta que a morte do soldado britânico significa “olho por olho, dente por dente”.

Suspeito é de origem nigeriana

Um dos homens presos é nascido no Reino Unido, em uma família de nigerianos. "A responsabilidade recai única e simplesmente nos repugnantes indivíduos que executaram este horroroso ataque", disse Cameron, depois de presidir uma reunião do comitê de crise COBRA. Ele reiterou que o país permanece "absolutamente determinado" na luta contra o terrorismo islâmico.

Os dois jovens, armados com facas de cozinha e um cutelo, mataram violentamente na tarde de quarta-feira um soldado vestido com roupas civis, em uma rua próxima a um quartel no bairro de Woolwich, sudeste de Londres. A polícia atirou e feriu os dois criminosos, que estão hospitalizados. A vítima já estava morta quando os policiais chegaram ao local.

A Scotland Yard declarou que as investigações do caso serão comandadas pela divisão anti-terrorismo da polícia londrina. Por enquanto, ainda não se sabe se os dois suspeitos agiram sozinhos ou se são ligados a um grupo radical.

A agressão foi a primeira morte com motivações islamistas desde os atentados de Londres de julho de 2005, quando quatro homens-bombas se explodiram em um ônibus e um metrô, causando 52 mortes.
 

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