Alemanha/Política

Em crise, Partido Social Democrata alemão completa 150 anos

O candidato do SPD às eleições parlamentares, Peer Steinbrück, participa de comício na Baviera no dia 14 de abril de 2013; segundo as pesquisas ele não tem convencido o eleitorado.
O candidato do SPD às eleições parlamentares, Peer Steinbrück, participa de comício na Baviera no dia 14 de abril de 2013; segundo as pesquisas ele não tem convencido o eleitorado. REUTERS/Kai Pfaffenbach

O SPD, Partido Social Democrata da Alemanha, comemora nesta quinta-feira, 23 de maio de 2013, seus 150 anos de existência. As festividades em Leipzig contam com a presença de convidados de 80 países, incluindo o presidente francês, François Hollande. Mesmo a líder do partido rival, a chanceler Angela Merkel, deve participar da comemoração.

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Marcio Damasceno, correspondente da RFI em Berlim

Considerado um dos mais antigos partidos democráticos do mundo, o SPD nasceu do movimento operário do século 19 e se tornou uma das legendas que mais influenciaram a história alemã.

As festividades em Leipzig contam com a presença de 1600 convidados de 80 paises. Muitos deles são políticos de peso, como o presidente alemão Joachim Gauck e o presidente francês, o socialista François Hollande. Até a maior rival do partido, a chanceler alemã, Angela Merkel, prestigia o aniversário.

A líder alemã não faz discurso, só estará na plateia. Mas num texto publicado nesta quinta-feira num jornal de Leipzig, Merkel dá os parabéns aos social-democratas e elogia o partido adversário como “uma voz inflexível pela democracia”. 

Mas nem tudo é motivo de festa atualmente na vida dos social-democratas alemães. A quatro meses das eleições parlamentares, o SPD está em baixa nas pesquisas de opinião. O candidato do partido, Peer Steinbrück, não consegue convencer o eleitorado, conseguindo só pouco mais de 20% das intenções de voto, equivalentes a quase metade dos pontos percentuais da rival, chanceler alemã, Angela Merkel. 

Nos últimos anos, o número de afiliados vem caindo. O partido, que já teve mais de um milhão de membros nos anos 70, agora tem menos de 500 mil associados. Desde a derrota nas urnas do último chanceler social-democrata, Gerhard Schröder, para a democrata-cristã Merkel, o SPD entrou numa crise da qual ainda não se recuperou.

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