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Rússia/Programa espacial

Foguete russo explode logo após lançamento no Cazaquistão

Captura vídeo do foguete russo Proton-M que colocaria três satélites em órbita mas explodiu nesta terça-feira, 2 de julho de 2013, pouco depois de ser lançado da base de Baikonur (Cazaquistão).
Captura vídeo do foguete russo Proton-M que colocaria três satélites em órbita mas explodiu nesta terça-feira, 2 de julho de 2013, pouco depois de ser lançado da base de Baikonur (Cazaquistão). RFI
Texto por: RFI
3 min

Um foguete russo Proton-M transportando três satélites para o sistema de navegação Glonass explodiu na manhã desta terça-feira, 2 de julho de 2013, 16 segundos após ter decolado da plataforma de lançamento de Baikonour, no Cazaquistão. A explosão foi acompanhada ao vivo, já que o lançamento do foguete estava sendo transmitido pela agência espacial russa Roskosmos e a rede de televisão Rússia 24. Também hoje, um helicóptero caiu na Sibéria, matando ao menos 19 pessoas, incluindo crianças.

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O foguete Proton-M mudou de trajetória 16 segundos após sua decolagem "porque seus motores pararam de funcionar", segundo um comunicado da agência espacial russa. A explosão liberou na atmosfera uma nuvem de combustível extremamente tóxica.

O foguete caiu a uma distância de 2,5 quilômetros do local de lançamento e abriu uma cratera de 150 a 200 metros de diâmetro. Segundo fontes oficiais, não houve vítimas nem danos materiais.

Mas autoridades cazaques indicaram que a fumaça liberada na explosão pode ser um perigo para a população local. Os habitantes de várias cidades ao redor da base de lançamento foram instruídos a permanecer dentro de casa e não abrir as janelas. Parte do pessoal de Baikonour foi evacuada devido a essa "nuvem tóxica".

O diretor do centro Khrounitchev, que projetou os foguetes Proton, minimizou os riscos de poluição tóxica causados por esse acidente. "Estava chovendo no momento da explosão. Isso vai reduzir consideravelmente o risco de poluição. Atualmente a nuvem praticamente se dissipou", disse Alexandre Seliverstov.

Uma comissão especial chefiada pelo diretor da agência espacial russa, Alexandre Lopatine, foi criada para investigar a catástrofe.

O ministro cazaque das Situações de emergência, Bladimir Bojko, declarou que segundo as primeiras informações, o acidente foi provocado pela pane de um motor do primeiro andar do foguete.

Nos últimos anos a Rússia teve uma série de fracassos em seus lançamentos de satélites ou de veículos de carga em direção à Estação Espacial Internacional.

O sistema Glonass foi concebido pela Rússia para rivalizar com o sistema de navegação americano GPS e com o futuro sistema europeu Galileo.

Acidente

Ao menos dezenove pessoas morreram em um acidente de helicóptero na Sibéria nesta terça-feira. Em um comunicado, a agência responsável por investigar acidentes aéreos informou que 28 pessoas estavam a bordo e que o aparelho foi destruído pelo fogo. Não há informações sobre a origem do acidente.

O aparelho transportava políticos e representantes da Alrosa, o maior produtor de diamantes do mundo, segundo as autoridades russas. Onze crianças estavam a bordo do helicóptero. Três delas tinham menos de dois anos.

A aeronave caiu em um local de difícil acesso em meio à taiga e ainda não foi encontrada pelos serviços de socorro. Inicialmente a tripulação conseguiu se comunicar, mas depois o contato foi interrompido. Por isso as autoridades preferem não dar um balanço definitivo do número de mortos. As buscas foram momentaneamente suspensas devido às condições climáticas desfavoráveis na região.
 

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