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Romênia/ arte

Perícia aponta que quadros de pintores famosos podem ter sido queimados

As famosas obras "Fonte", de Marcel Duchamp, de 1917, e "Mulher com colarinho azul", de Picasso, de 1941.
As famosas obras "Fonte", de Marcel Duchamp, de 1917, e "Mulher com colarinho azul", de Picasso, de 1941. © Succession Marcel Duchamp/BUS 2012 © Succession Picasso/BUS 20
Texto por: RFI
2 min

O mistério sobre a possível queima de sete quadros de pintores Picasso e Monet na Romênia permanece, mas análises realizadas pelo Museu de História Natural da Romênia indicam que a versão da mãe de um dos ladrões das obras, de que jogou fogo nas pinturas, pode ser verdadeira. Os peritos encontraram vestígios de três a quatro tintas a óleo em cinzas recolhidas na casa da mulher.

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Em julho, Olga, mãe de Radu Dogaru, um dos autores do roubo das pinturas do museu Kunsthal, de Roterdã (Holanda), declarou aos investigadores que, após enterrar as obras no jardim de uma casa abandonada no leste da Romênia e depois em um cemitério, resolveu queimá-las em sua casa para proteger o filho. Passados alguns dias, ela voltou atrás nesta versão dos fatos, mas as análises em laboratório parecem confirmar a história. O valor das obras é estimado em 18 milhõees de euros.

A partir de terça, mãe, filho e mais quatro romenos serão julgados em Bucareste por este que é um dos mais espetaculares roubos de obras de arte do século, ocorrido em 2012. Em menos de 90 segundos, as telas de grandes mestres foram roubadas durante a noite: Cabeça de Arlequim, de Pablo Picasso (1971); A Ponte de Waterloo, Londres, de Claude Monet (1901); A Ponte de Charin Cross, de Claude Monet (1901); Leitora em Branco e Amarelo, de Henri Matisse (1919); Autorretrato, de Meyer de Haan (em torno 1889-1891); Mulher diante de uma Janela Aberta, de Paul Gauguin (1888); e Mulher com os Olhos Fechados, de Lucien Freud (2002).

Quatro dias após as buscas realizadas pelos investigadores em sua casa, em 13 de fevereiro, a senhora teria decidido queimar os quadros na "esperança de acabar com as provas para que os suspeitos não pudessem mais ser condenados". "Coloquei o pacote onde estavam as pinturas em uma panela, coloquei alguns pedaços de madeira, chinelos e borracha e esperei até que queimassem completamente", declarou, segundo o documento citado pela agência Mediafax.

No vilarejo de Carcaliu, Radu Doragu é descrito como um homem violento e líder de uma pequena quadrilha. Ele já tinha ficha policial por homicídio e trafico humano.
 

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