UE/EUA

Espionagem dos EUA faz europeus reformarem lei de proteção de dados

O presidente francês François Hollande ao lado da chanceler alemã Angela Merkel, em Bruxelas, em 25 de outubro de 2013.
O presidente francês François Hollande ao lado da chanceler alemã Angela Merkel, em Bruxelas, em 25 de outubro de 2013. Reuters/François Lenoir

Depois de dois dias de debates em Bruxelas, em clima de indignação diante das denúncias de espionagem de vários países do bloco pelos Estados Unidos, os líderes europeus tomaram a decisão de mudar a lei sobre proteção de dados. Empresas da área de telecomunicações que transmitirem dados de cidadãos do bloco sem autorização, terão que pagar multas gigantescas.

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A reforma na legislação europeia não vai ser clemente com as companhias que desrespeitarem a proibição de divulgar informações sem o acordo do bloco. As multas podem chegar a 100 milhões de euros. "É importante fomentar a confiança de cidadãos e empresas na economia digital", afirmaram os líderes europeus no texto final da reunião em Bruxelas. O prazo final para a nova lei ser adotada é 2015. Até lá, os europeus não vão ficar parados. Alemanha e França vão colaborar mutuamente na elaboração de um acordo entre os serviços secretos europeus e americanos. Outros estados-membros da União Europeia podem se agregar se tiverem interesse.

França, Alemanha, Espanha...

Depois da França e da Alemanha, chegou a vez da Espanha convocar o embaixador americano em Madri para pedir explicações, depois de novas revelações de que a Agência Nacional de Segurança (NSA) americana teria espionado membros do governo espanhol, inclusive o ex-premiê José Luis Zapatero.

O jornal britânico The Guardian revelou em sua edição desta quinta-feira que 35 dirigentes do mundo foram espionados pelos Estados Unidos. O primeiro-ministro finlandês resumiu o dilema dos europeus: preservar a boa relação com os americanos e,ao mesmo tempo, não admitir a espionagem de seus governos e cidadãos.

 

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