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Ucrânia/Crise

Rússia intensifica pressão sobre Ucrânia aumentando preço do gás

Estação de gás ucraniana ocidental de Orlovka.
Estação de gás ucraniana ocidental de Orlovka. REUTERS/Gleb Garanich/Files
Texto por: RFI
3 min

A Rússia intensificou nesta terça-feira (1) a pressão sobre a Ucrânia ao aumentar em mais de um terço o preço do gás que vende ao país. A alta foi anunciada no primeiro dia da cúpula da OTAN, em Bruxelas, que discute a estratégia dos países integrantes da Aliança Atlântica diante da crise ucraniana.

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O aumento do gás russo vendido à Ucrânia foi anunciado pelo CEO da gigante de energia Gazprom, Alexei Miller. Ele disse que a empresa decidiu acabar com um desconto que era dado a Kiev desde dezembro em troca da renúncia pela Ucrânia do acordo de parceria com a União Europeia.

A não assinatura desse acordo foi o estopim para o movimento antigoverno na Ucrânia que levou à queda do presidente Viktor Yanukovitch, aliado de Moscou, no final de fevereiro. Desde a destituição de Yanukovitch e a nomeação do governo pró-europeu, a Gazprom já havia advertido que iria acabar com o desconto que integrava o pacote de ajuda russo de US$ 15 bilhões à Ucrânia.

Com o aumento, Kiev terá que pagar US$ 385,5 por 1.000 metros cúbicos de gás fornecidos pela gigante russa de energia. O governo de transição ucraniano esperava o fim deste desconto e teme uma alta ainda maior do produto em breve. Moscou ameaça acabar com uma ajuda mais antiga, de US$ 100 por 1.000 metros cúbicos, decidida em abril de 2010 como parte do contrato que permite à frota russa usar a base naval de Sebastopol, na Crimeia, anexada pela Rússia.

Cúpula da OTAN

Os 28 ministros das Relações Exteriores da OTAN iniciam hoje (1°) uma reunião de dois dias em Bruxelas para avaliar as relações da aliança atlântica com a Rússia. Os aliados ocidentais vão avaliar um possível reforço da presença da OTAN no leste da Europa em função da crise da Ucrânia e ainda devem confirmar a suspensão de parte de um acordo de cooperação com o governo russo.

O parlamento da Ucrânia aprovou hoje manobras militares conjuntas de forças ucranianas, da OTAN e da União Europeia. Os exercícios militares devem acontecer entre maio e outubro no Mar Negro, em solo ucraniano, mas perto da Crimeia.

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