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Ucrânia/Crise política

Rússia quer retirada de soldados ucranianos para abrir diálogo

Vladimir Putin continua dando as cartas na gestão da crise no leste da Ucrânia.
Vladimir Putin continua dando as cartas na gestão da crise no leste da Ucrânia. REUTERS/Alexei Druzhinin/RIA Novosti/Kremlin
2 min

O governo interino da Ucrânia ordenou nesta quarta-feira (30) que o adido militar russo em Kiev deixe o território ucraniano devido a suspeitas de espionagem. As autoridades pró-ocidentais de Kiev acusam a Rússia de provocar a agitação dos separatistas no leste da Ucrânia. O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, pediu, por sua vez, a abertura de um diálogo entre as autoridades de Kiev e os pró-russos, com a mediação da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE).

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O Kremlin informou hoje, em comunicado, que a chanceler alemã, Angela Merkel, pediu a ajuda do presidente Vladimir Putin para obter a libertação dos observadores militares da OSCE feitos "prisioneiros de guerra" dos separatistas de Slaviansk. Sete inspetores estrangeiros e quatro ucranianos são reféns dos separatistas há quase uma semana.

Putin disse a Merkel que para resolver a tensão com os separatistas, o Exército ucraniano deve se retirar do sudeste da Ucrânia. Soldados ucranianos foram enviados à região, em uma "operação antiterrorista", para retomar o controle dos prédios públicos invadidos pelos separatistas. Mas a situação escapa ao controle do Exército ucraniano. Os pró-russos já controlam 12 cidades rebeladas.

Putin afirmou que a crise na Ucrânia só será superada com o fim das violências contra os pró-russos e a abertura de um diálogo nacional com as autoridades de Kiev. 

A Rússia, que alinhou dezenas de milhares de soldados ao longo da fronteira ucraniana, segundo a OTAN, desmente qualquer implicação na ação dos separatistas. Mas Moscou se reserva o direito de intervir para proteger a minoria de língua russa, se essa população estiver ameaçada.

O conselho de administração do Fundo Monetário Internacional aprovou, ontem, um plano de ajuda financeira de US$ 17 bilhões em dois anos. Além de passar por uma profunda crise política, a Ucrânia está à beira da falência.

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