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Ucrânia/Presidencial

Candidatos ucranianos encerram campanha em clima de guerra civil

Petro Porochenko, milionário ucraniano apontado como favorito na eleição presidencial de domingo.
Petro Porochenko, milionário ucraniano apontado como favorito na eleição presidencial de domingo. DR
2 min

Os candidatos à eleição presidencial de domingo (25) na Ucrânia organizam seus últimos comícios, mas boa parte da população ainda não sabe se vai conseguir votar. O exército e separatistas pró-russos travam intensos combates no leste do território ucraniano, em Slaviansk e Karlakova, a 30 km de Donetsk.

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Nesta sexta-feira, quatro militantes pró-russos e um combatente voluntário do exército ucraniano, ou seja um miliciano nacionalista, morreram em confrontos no vilarejo de Karlakova, no nordeste da região de Donetsk.

Na quinta-feira, pelo menos 18 soldados ucranianos morreram em ataques comandados por separatistas pró-russos no leste do país. Nessa região, grupos armados ameaçam impedir a votação de domingo. Para tentar assegurar a eleição, o governo ucraniano montou um forte esquema de segurança. Ao todo, 55 mil soldados e 20 mil voluntários serão mobilizados. Apesar do esforço, as autoridades locais estimam que pelos menos 2 milhões de eleitores ucranianos podem encontrar problemas para votar.

Em um breve pronunciamento na televisão, o presidente interino Olexandre Turtinov pediu que cada ucraniano vote no domingo para dar um "poder legítimo" ao país. Ele afirmou que a Ucrânia não vai abrir mão de sua liberdade para tornar-se um pedaço do império pós-soviético.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou hoje que a Ucrânia vive uma verdadeira guerra civil e culpou o golpe de Estado contra Viktor Yanukovich pelo caos. Putin prometeu, por outro lado, respeitar a escolha dos ucranianos.

De acordo com as últimas pesquisas, o bilionário pró-ocidente Petro Porochenko é o favorito para vencer o pleito, com mais de 44% das intenções de voto, contra 8% de sua adversária, a antiga primeira ministra e ícone da revolução de 2004, Iúlia Timochenko. A vantagem, no entanto, não garantiria vitória no primeiro turno para Porochenko.

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