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Eleições Europeias

Resultado das eleições confirma rejeição às instituições europeias

A líder da Frente Nacional, a francesa Marine Le Pen, e o líder da UKIP, o inglês Nigel Farage, comemoram a vitória da extrema-direita nas eleições europeias.
A líder da Frente Nacional, a francesa Marine Le Pen, e o líder da UKIP, o inglês Nigel Farage, comemoram a vitória da extrema-direita nas eleições europeias. Reuters
Texto por: RFI
3 min

A vitória do partido de extrema-direita na França e dos “eurocéticos” no Reino Unido confirmou a rejeição da população às instituições europeias. Outros grupos conservadores, que também criticam a imigração no bloco, saíram fortalecidos das eleições que terminaram neste domingo (25).

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A direita conservadora e pró-europeia manteve a maioria das cadeiras no Parlamento de Estrasburgo, mas o resultado que mais chamou a atenção nas eleições foi a vitória do partido de extrema-direita francês Frente Nacional (FN) e do Partido da Independência do Reino Unido (Ukip), ambos críticos da União Europeia. Na França, o FN saiu vencedor das urnas pela primeira vez na história. Com mais de 25% dos votos, o partido dirigido por Marine Le Pen deve conquistar entre 23 e 25 cadeiras no Parlamento, ultrapassando o partido conservador UMP, do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, e o Partido Socialista (PS), do atual chefe de Estado, François Hollande. Já no Reino Unido, os eurocéticos do Ukip chegaram na frente com ampla vantagem e conquistaram 29% dos votos, elegendo 23 dos 74 deputados europeus do país.

O resultado das urnas na Dinamarca também confirmou o avanço dos partidos extremistas no bloco europeu. O Partido Popular dinamarquês, que é contra a imigração, ficou em primeiro lugar no pleito, com 27% dos votos e 4 das 13 cadeiras reservadas ao país no Parlamento. A extrema-direita deve ficar em terceiro lugar na Áustria e em segundo lugar na Hungria.

Já na Alemanha, que envia o maior grupo de deputados ao Parlamento europeu, com 96 eleitos, os conservadores da coalizão da chanceler Angela Merkel venceram o pleito, segundo as pesquisas de boca de urna. Mas, pela primeira vez na história, o partido neonazista NPD vai integrar o legislativo europeu, com um deputado. O novo partido AFD, que defende o fim da moeda única no bloco, também garantiu seu lugar em Estrasburgo ao obter 7% dos votos alemães.

Contra a austeridade

O partido grego neonazista Aurora Dourada também vai entrar no Parlamento europeu após obter cerca de 10% dos votos. Mas os gregos, que sofreram as consequências das medidas de austeridade impostas ao país pelos credores internacionais, exprimiram seu descontentamento com a União Europeia votando sobretudo na oposição de esquerda, grande vencedora dessas eleições no país.

Na Espanha, as duas grandes formações tradicionais – o Partido Popular de Direita e o Partido Socialista – perderam votos para novos pequenos partidos como Podemos, que nasceu do movimento dos Indignados e conseguiu eleger cinco eurodeputados. Já na Itália, o Partido Democrata, do primeiro-ministro, Matteo Renzi, saiu fortalecido do pleito, com 41,5% dos votos, de acordo com resultados parciais. A esquerda também venceu em Portugal e na Romênia.

Outro resultado que confirmou a falta de interesse da população pelas eleições e a rejeição às instituições europeias foi o baixo índice de participação. Apenas 43,9% dos eleitores dos 28 países do bloco foram às urnas. O voto na União Europeia não é obrigatório. 

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