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Gaza/Reino Unido

Primeira muçulmana do governo britânico pede demissão em solidariedade à Gaza

Sayeeda Warsi era ministra da Fé e das Comunidades do Reino Unido desde 2012.
Sayeeda Warsi era ministra da Fé e das Comunidades do Reino Unido desde 2012. REUTERS/Suzanne Plunkett/Files
Texto por: RFI
3 min

A ministra de Estado de Relações Exteriores do Reino Unido, Sayeeda Warsi, pediu demissão nesta terça-feira (5) se dizendo impossibilitada de “apoiar a política do governo britânico em relação à Gaza”. Warsi, de origem paquistanesa, foi a primeira mulher muçulmana a integrar a equipe do premiê David Cameron.

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O anúncio foi realizado através da conta no Twitter de Lady Warsi, como é conhecida na Grã-Bretanha. “É com profundo pesar que escrevi nesta manhã ao primeiro-ministro para informá-lo sobre minha demissão. Não posso mais apoiar a política do governo sobre Gaza”, publicou na plataforma de microblogging.

Em sua carta de demissão, a ministra julgou a política britânica no conflito israelo-palestino como “moralmente indefensável” e prejudicial para a reputação da Grã-Bretanha. No documento, Warsi também revelou que havia “um mal-estar muito grande” no ministério das Relações Exteriores quanto à maneira como as decisões recentes foram tomadas. Em meados de julho, Philip Hammond substituiu William Hague na liderança da diplomacia britânica.

A ministra também disse temer que a crise em Gaza e a falta de pulso firme do Reino Unido sobre a questão possa constituir uma “base de radicalização”. Para ela, as decisões de Cameron “podem ter sérias consequências para o Reino Unido nos próximos anos”.

Pressão sobre Cameron

A saída de Warsi, que chefiava a pasta da Fé e das Comunidades desde 2012, aumenta a pressão sobre David Cameron, atualmente de férias em Portugal e intensamente criticado pela oposição trabalhista sobre a ausência de uma posição mais dura em relação a Israel.

Por meio de seu porta-voz, Cameron lamentou a demissão de Lady Warsi, elogiando o trabalho da ministra e respondendo às críticas. “Nossa política sempre foi muito clara: a situação em Gaza é intolerável e nós incentivamos as duas partes a aceitar um cessar-fogo imediato e incondicional”, declarou.

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