Ucrânia/Separatistas

Exército ucraniano tenta isolar rebeldes pró-russos

Ucranianos em um posto de fronteira de Donetsk; civis fogem da cidade, onde os combates mataram 34 pessoas em apenas 24 horas.
Ucranianos em um posto de fronteira de Donetsk; civis fogem da cidade, onde os combates mataram 34 pessoas em apenas 24 horas. REUTERS/Alexander Demianchuk

O exército ucraniano está tentando bloquear a comunicação dos territórios controlados pelos rebeldes no leste do país com a fronteira russa. Somente na região de Donetsk, os combates mataram ao menos 34 civis em apenas 24 horas.

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"Os principais esforços das forças ucranianas se concentram no isolamento das zonas (sob controle rebelde) para impedir a invasão de grupos armados ilegais e de grupos de reconhecimento e de sabotagem vindos da Rússia", indicou o estado maior da operação militar conduzida por Kiev no leste.

Na segunda-feira, o presidente da Ucrânia, Petro Porochenko, havia anunciado uma mudança em sua tática militar diante do conflito no leste. As forças do governo agora devem se reunir antes de uma nova ofensiva destinada a bloquear o acesso dos rebeldes à fronteira russa.

Kiev e as potências ocidentais acusam Moscou de enviar pela fronteira equipamento militar e combatentes para reforças as tropas dos rebeldes pró-russos. Até agora, todas as tentativas do exército ucraniano de retomar o controle da fronteira fracassaram.

Na região de Donetsk, o reduto pró-russo sitiado pelo exército ucraniano, 34 civis foram mortos e 29 ficaram feridos em 24 horas, segundo a administração regional. Nas zonas de combate (regiões de Donetsk e de Lugansk), o exército anunciou nove mortos e 22 feridos em suas tropas em 24 horas.

Esforços diplomáticos

No fronte diplomático, o Kremlin anunciou nesta terça-feira que o presidente russo, Vladimir Putin, irá, no dia 26 de agosto, a Minsk para uma conferência regional, onde estarão presentes o presidente ucraniano, Petro Porochenko, e dirigentes da União Europeia. Ainda não foi informado se os dois homens vão se reunir. 

A chanceler alemã, Angela Merkel, vai visitar a Ucrânia neste sábado para discutir sobre o conflito no leste com os líderes do país.

Recessão

O banco central ucraniano deixou que a moeda nacional caísse nesta quarta-feira ao nível mais baixo de sua história - 13,22 hryvnias por US$ 1 e 17,65 hryvnias por € 1. Diante dessa queda, a instituição está planejando obrigar os exportadores a venderem 100% de suas receitas em divisas, contra 50% atualmente.

Além do conflito armado, a Ucrânia sofre com uma grave crise econômica. O país está em recessão quase ininterrupta há dois anos. O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê uma queda do Produto Interno Bruto de 6,5% em 2014.

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