Rússia/Ucrânia

Rebeldes pró-Rússia pedem autonomia para encerrar conflito

O presidente russo Vladimir Putin fala à imprensa em Minsk, hoje, na Bielorrússia
O presidente russo Vladimir Putin fala à imprensa em Minsk, hoje, na Bielorrússia REUTERS/Alexander Zemlianichenko

A reunião entre representantes da Rússia, da Ucrânia, dos separatistas e membros da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), ocorrida nesta segunda (1), na Bielorrússia, terminou sem acordo. Antes do encontro, os rebeldes pró-Rússia disseram estar dispostos a renunciar a seu objetivo de se tornar independentes, caso o governo ucraniano aceite conceder um status especial para a região.

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As partes devem se reunir novamente na sexta-feira (5). Andreï Pourguine, um dos chefes separatistas, disse, pouco antes de entrar na reunião, que o regime especial que eles desejam deve permitir que as regiões do leste possam administrar a sua própria política exterior, além de poder se aproximar economicamente da Rússia. A proposta é considerada inaceitável por Kiev, já que ela exige também o fim da ofensiva governamental no leste do país.

O exército ucraniano sofreu um revés nesta segunda-feira ao ser obrigado a abandonar o aeroporto de Louhansk, região que é um bastião dos separatistas. A retirada do aeroporto confirma uma tendência de sucessivas derrotas das forças ucranianas nas últimas semanas, após terem obtido sucesso nos combates ao longo do mês de julho.

Forças se invertem no conflito

Em um comunicado, o exército do país disse que suas unidades de para-quedistas enfrentavam um batalhão de blindados russos próximo ao aeroporto. Para o presidente Petro Porochenko, essa inversão na relação de forças reflete a implicação direta dos russos ao lado dos separatistas. “Uma agressão direta e aberta foi lançada contra a Ucrânia por este Estado vizinho. Isso mudou radicalmente a situação na zona de conflito”, afirmou Porochenko.

Diante da extensão dos combates, a chanceler alemã, Angela Merkel – que tentou diversas vezes negociar com o presidente russo Vladimir Putin –, afirmou nesta segunda que “não é possível aceitar o comportamento” da Rússia. “Eu já havia dito que as sanções poderiam ter um impacto, até mesmo para empresas alemãs, mas autorizar que um país mude as fronteiras da Europa e ataque outro país com suas tropas deve ter as suas consequências”, afirmou Merkel.

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